6.3.14

Definitivos e provisórios


 


Depois da lamentável prestação do senhor PM, ontem, no parlamento, podemos sempre voltar, não a 2011 a que ele sugeriu que nunca mais voltava - fizeram-lhe mal as contas porque muitos dos valores em causa "regressaram", na verdade, ao final dos anos 90, e, de facto, a pagamentos de salários e de prestações sociais em escudos travestidos de euros -, mas a 2010 quando aqui escrevi que Passos Coelho parecia «insensível ao curso da realidade, tal qual uma alforreca perdida com a mudança das marés e das correntes.» Pelos vistos há características que pensávamos que eram provisórias e que, afinal, se revelam definitivas.

8 comentários:

fado alexandrino disse...

Pela primeira vez vi um primeiro ministro recusar-se a responder a uma arruaceira.
Admira-me que o senhor não tenha reparado nesse pormenor.
Já deviam ter feito o mesmo há muito tempo com a histriónica dos Verdes que essa representa ninguém.

Eric disse...

100% de acordo com o seu comentário.
Entre a legitimidade democrática e o abuso de direito vai um pulinho, e a estratégia blitzkrieg da nossa (extrema) esquerda, à procura do soundbyte a qualquer custo, requer uma resposta à altura.

Pedro disse...

Pois, o que não foi a primeira vez que vi, foi este primeiro-ministro dizer o contrário do que dissera antes, com a convicção própria de quem não sabe o que diz. Um caso do foro clínico.

fado alexandrino disse...

Uma opinião muito interessante.
E se acompanha as "sessões" também deve ter visto outros (muitos outros) primeiros-ministros fazerem igual ou pior.

Pedro disse...

É a clássica cena d' "o rei vai nu!". Neste caso, "o primeiro-ministro é mentiroso!". E se já vimos este "filme" com outros pinóquios, ainda assim, não consigo habituar-me.

JSP disse...


Qualquer pessoa, intelectualmente honesta, não se habituará, nunca, a este espectáculo decadente,  

Pedro disse...

A propósito:


http://www.publico.pt/politica/noticia/colocar-o-engano-no-centro-da-politica-1627475


E eu acrescento: às "jotas" se deve esta fornada de "políticos" dispostos a dizer/fazer tudo (e o seu contrário...) por um tacho (no estado ou na "economia").

goncalo disse...


Não duvido da má prestação dos PMs.
Será que os portugueses, além de aguentar, estão a ter a prestação que deviam?