28.3.14

Uma verdade inconveniente?


 


O interessante neste episódio burlesco é, no fim dele, saber-se quem falou, formal ou informalmente, verdade. Um alto funcionário público como o actual secretário de Estado da administração pública - fora a maior ou menor felicidade "comunicacional", ele não tem culpa da falida "coordenação política" do executivo -, não se ia meter gratuitamente nesta trapalhada política se não tivesse alguma "cobertura". Mais do que a forma, importa, para as pessoas que não têm nada a ver com os jogos florais internos do governo, conhecer rapidamente a substância de coisas que se prendem com a vida delas: com o que é que podem, ou não, contar daqui para a frente em matéria de pensões e de salários. E que são tratadas, assim, com a insustentável leveza dos seres politicamente envolvidos nelas. Nos termos em que tudo correu, parece que, tal como em Os Maias, o relevante não era os irmãos dormirem um com o outro mas saber-se que dormiam. Aqui, não é mais "corte" ou menos "corte" que conta como tem sido amplamente demonstrado e, agora, confirmado pela "teoria do erro comunicacional" comum aos drs. Passos, Portas, Maduro e Marques Guedes. É ter-se porventura conhecido mais uma verdade inconveniente.

1 comentário:

fado alexandrino disse...

O senhor é um conhecedor profundo de todo este ambiente.
Ora vejamos, um grupo de "jornalistas" aceita ir a uma reunião onde lhe contam umas supostas verdades com a condição de dizerem uma mentira.
O que é que se chama a estas pessoas?