Numa entrevista ao "jornal das 9" de Mário Crespo, a ministra da Justiça, a social-democrata Paula Teixeira da Cruz, encerrou a coisa afirmando que não vai desistir de tentar, política e legislativamente, criminalizar o enriquecimento ilícito. Porque, diz ela, trata-se de um "bloco transversal de interesses" que precisa ser combatido. Está certa, por um lado, e incerta pelo lado dos referidos "interesses" que nunca deixarão que tal se venha a impor. Nem que para o efeito se invoquem os estafados "direitos fundamentais" que costumam dar para tudo e o seu contrário. Nesta matéria, a "transversalidade" a que alude a ministra é mais forte do que a sua credulidade. E nunca faltarão argumentos "jurídicos", às esquerdas e às direitas (que, aliás, costumam estar juntas em, por exemplo, escritórios de advocacia e de "consultadoria" de negócios), para que nunca ocorra semelhante previsão criminal.
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