Luís Amado, depois de ter sido MNE de Sócrates e de ter sido apaparicado pelo poder actual, acha-se subtil. Volta não volta aparece e debita como se fosse mais uma das intermináveis sibilas que nos vão redimir dos piores instintos políticos, económicos e sociais. Acontece que não é nada disto mas tão somente um tipo simpático com bom aspecto. Para não destoar do ruído "consensual", supostamente "apaziguador", que muitos querem distribuir pela boca dos agentes partidários - como se se tratasse de papinha Nestlé e a política estivessse condenada a uma infantilização medíocre estilo "live aid" dos anos oitenta, mãos juntinhas e cabecinhas a abanar uniformemente ao som da música -, Amado não quis ficar para trás e falou. Mas falou a partir do torvelinho falacioso do "consenso" para chegar ao "financês" em que agora se move mesmo contra o partido a que pertence: «a gestão das expectativas dos investidores é difícil» designadamente porque «queremos ser eleitos e temos este problema disfuncional no nosso sistema político», sendo que suspeita «de que estaremos na mesma estrada, num futuro próximo, se o meu partido [PS] continuar a não encarar a realidade de forma apropriada.» O que será para este recente "transversal" a "realidade apropriada"? Com "camaradas" destes, Seguro não precisa dos adversários para nada.
1 comentário:
Caramba, João, o PS symboliza o regresso ao pior da estagnação económica e ao pior do conservadorismo rançoso em formol do pior do Regime. Como é que se pode beatificar este PS, das negas e negaças seguristas, e o outro, o da vetustez instalada soarista-sanguessuguista?! A língua de Luís Amado, pelo menos, é a que se fala em Londres e em Nova Iorque: o trabalho de consolidação orçamental em Portugal é bom para o Futuro, ainda que duro no Presente. Todos os dias há sinais da transformação estrutural da nossa economia.
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