21.3.14

Curto

No lastro timorato que tem vindo infelizmente a caracterizar o seu mandato presidencial, o Doutor Cavaco, louvando-se em "conversas" com "investidores internacionais", afirmou que estes não podem ser incomodados com a palavra "reestruturação" (da dívida) que declinam em "perdão" e que, pelos vistos, os "assusta" (sic). Todavia, "perdão" é coisa que não consta dos textos que recentemente foram divulgados em torno da dívida e que cometem apenas o "pecado", pelos vistos capital, de não seguirem as "conversas" em causa. O resto, o economista Cavaco Silva sabe-o tão bem como as pessoas que assinaram os manifestos. Depois, o Doutor Cavaco voltou a acenar com uma "união nacional" como a melhor forma de "programa cautelar". E referiu que o seu veto ao diploma da ADSE - que entretanto já foi aprovado pela maioria no parlamento a "bem" dos "suspeitos do costume" - "é a democracia a funcionar". Em quarenta anos dela, é curto.

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