29.3.14

O país visto de Bruxelas e visto de cá

Mais interessante que a entrevista de Durão Barroso ao tandem Sic/Expresso - parece que não lhe desagradaria ser o Almirante Thomaz do "arquinho da governação" em 2016, apesar da negação semântica, numa fala que oscila entre a de um terceiro ministro de Estado do dr. Passos e a de um preboste "esclarecido" da troika - é esta constatação do "real" feita por Pedro Santana Lopes, ontem, no Correio da Manhã. «Há que ter a noção de que as consequências da crise que assolou o país de lés a lés fizeram sentir os seus efeitos de um modo especial, e como é lógico, nas zonas economicamente mais débeis e com um tecido económico frágil. Nas terras onde o comércio, pequeno e médio, tinha uma importância significativa parece, muitas vezes, que por lá caiu uma bomba de neutrões. Estão ruas e ruas de lojas fechadas, sem pessoas a circularem e sem esperança no rosto das suas gentes.» Ora isto só se "aprende" andando por aí, e por cá, fora dos gabinetes e das cimeiras quentinhas e inconclusivamente "decisivas" nas quais Barroso participou nos derradeiros dez anos.

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