A "Europa" está melhor depois das eleições francesas e gregas, sobretudo depois destas? Não está. Merkel, aliás, que faz, em muito mau, o papel tradicionalmente atribuído aos cegos na tragédia clássica, já veio explicar que nada de significativo mudou. Fundamentalmente que ela não mudou. O próximo conselho europeu, no fim do mês, devia meditar nestas palavras de Gilles Deleuze que por sua vez se referia a Melville. «Reconhecemos com facilidade que há perigo nos exercícios físicos extremos, mas o pensamento é também um exercício extremo e rarefeito. A partir do momento em que pensamos, enfrentamos necessariamente uma linha onde se jogam a vida e a morte, a razão e a loucura, e esta linha arrasta-nos.» Era bom que os líderes europeus finalmente se deixassem "arrastar" por essa linha feiticeira chamada pensamento em vez de andarem a arrastar os pés.
3 comentários:
Exactamente.
O dinheiro gasta-se, mas a inteligência não se compra. A tecnoburocracia europeia que levou àquilo a que se chegou, não pensa: somente calcula e legisla. É preciso primeiro afastá-la para depois, caso ainda reste alguma oportunidade para isso, se voltar a falar de federalismo. O pior de tudo será o que ambicionam os (actuais) poderes instalados: um €urofederalismo tecnoburocrata acéfalo e totalitário. É isso provavelmente que vamos ter, contra a vontade da grande maioria dos europeus, pois a história às vezes é assim: arrasta-se pelas esquinas à espera de alguém que lhe pegue...
PATIFARIA
É o que estão a fazer com todos os que se vêem gregos. Metem o pedinte á esmola na porta de um restaurante de luxo, para depois o obrigarem a rico jantar ás escondidas e deixá-lo de bolsos vazios.
Isto é um assalto.
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