26.6.12

O intemporal Mega

Não é segredo para quem acompanha este blogue o que penso genericamente do "gestor cultural", escritor, ex-jornalista, ex-EXPO 98 e ex- CCB António Mega Ferreira. O regime, neste trinta e tal anos, "criou" dezenas e dezenas de Megas Ferreiras que se lhe colaram à pele como lapas e que ele, o regime, faz questão que não descolem nunca. Mega Ferreira integra esse mandarinato por "autoridade" própria, digamos assim, com o beneplácito sucessivo de vários poderes. E não pode estar muito tempo sem o exercer. Vai daí a Câmara de Lisboa (onde cada vereador faz o que quer e lhe dá na realíssima gana sob o olhar paternalista do dr. Costa que tem manifestamente mais que fazer) decidiu entregar ao dr. Mega a feitura de um «um estudo sobre os museus da cidade» a troco de uns módicos 19 mil euros, através do funesto mecanismo do ajuste directo. O resto da notícia dispensa quaisquer comentários. «A proposta, subscrita pelas vereadoras da Cultura e das Finanças, Catarina Vaz Pinto e Maria João Mendes, destaca o "extenso curriculum" e a "experiência comprovada" de Mega Ferreira na área. Explica ainda a necessidade de efectuar um estudo desta natureza com a "a actual conjuntura de mudanças nas políticas culturais." O CM tentou obter mais esclarecimentos, mas fonte oficial informou: "A vereadora [Catarina Vaz Pinto] não poderá falar nem hoje [ontem] nem amanhã [hoje] por indisponibilidade de agenda."» Nem hoje, ontem, amanhã ou hoje. Mega é verdadeiramente intemporal. 

10 comentários:

Alfredo Bairrão disse...

Não sei...Mas acho que o extenso currículo (sic) deste tal Mega devia contar a seu desfavor. E creio que não é preciso dizer mais nada!

NAC disse...

Como dizia o meu saudoso Gérad: Mega Ferreira? Também não exageremos! Kilo Ferreira já
está bem!

Respeitinho disse...

Respeitinho, Dr. João Gonçalves. Respeitinho. Com Mega não se brinca. Nada de criar ainda mais inimigos dos que já tem.

a disse...

Mega Ferreira é ótimo.

Javali disse...

"Mais do que aqueles que", pá. Aprendam a escrever, pf. Não é como palrar, caraças.

S. Guimarães disse...

No nosso país existem casos raros de longevidade, em cargos, que, embora pouco visíveis, são no entanto autênticos potes dourados. Tal como Mega Ferreira, outros há que são apenas e só, mais rentáveis do que alguns cargos governamentais. Hoje, e passados cerca de 40 anos, aceita-se que alguns agentes nomeados se eternizem no poder, sem serem apodados de ditadores como o velho senhor do Estado Novo. Estar num cargo político devia ter um limite temporal. Porque carga de água se limitam os mandatos dos autarcas, e não decretam o mesmo para os deputados da Assembleia da República?
Alguns deputados de tão conhecidos que são, já causam uma certa repulsa, no seu comportamento quando governo e depois como oposição.
A moralização é urgente e necessária para este tipo de gente, sob pena de em futuras eleições, não haver eleitores que garantam a estabilidade governativa.
Enquanto isto não acontecer, o nosso país será apenas e só uma coutada, onde a imoralidade e o desprestígio arredará os homens dedicados e honestos da política.
Em democracia, mesmo eleitos pelo povo, não é o vale tudo, tem que haver, dedicação lealdade e honestidade na causa pública.

Silvério Coutinho disse...

Não percebo o porquê da admiração!
Então o Dr. Passos Coelho não foi buscar o anterior SEC de José Sócrates para Directpr-Geral do Património?
Curiosamente alguém comentava que agora com a legislação recente da área do património, que é a a que Sócrates, Canavilhas e Sumavielle, mas desta vez com a assinatura de FJV e PPC, e uma vez que deram cabo da Rede Portuguesa de Museus, é que se torna necessário realizar estudos nessa área......

choqueenologico disse...

óh Silvério
Então não sabe que mais ninguém sabe de koltura que não seja essa summidade. Até neste blogue dizem que ele é muito bom - a summidade.

Isabel Metello disse...

Já vi e li várias entrevistas à persona- é de uma arrogância desmedida, mesmo megalónama!!!

Para esta cleptocracia já dei disse...

As quadrilhas (PS e PSD) continuam a esturricar o dinheiro dos portugueses sem qualquer justificação, simplesmente para fazer jeitos ou pagar favores, com trabalhos que deviam ser feitos por funcionários públicos - como sucede neste caso Melga - ou em troca de comparticipações para os partidos ou de dinheiro em ofshores, tipo estudante de Filosofia em Paris.
Sucemdem-se as burlas ao erário público.
Enquanto umas centenas de ladrões que vivem disfarçados de políticos não forem parar atrás das grades não para este fandango que já dura há mais de 30 anos