13.6.12

As mulheres de Hollande



A mulher é lindíssima e amplamente charmosa. Como lhe compete, não suporta a antecessora na vida afectiva do companheiro. Sucede que o companheiro - que termo mais horroroso herdado dos partidos comunistas em que são todos "companheiras" e "companheiros" em vez de mulheres, maridos ou amantes - é o Presidente da França e a antecessora, a infeliz Ségolène Royal, quer presidir à Assembleia Nacional, quem sabe, para seguir o exemplo da nossa Dra. Assunção apesar de, em França, o cargo corresponder protocolarmente ao quarto lugar da hierarquia do Estado. Ségolène fez de paraquedista numa circunscrição, La Rochelle, que nunca foi a dela e passou pela humilhação de o candidato local do PS (que o era há anos) a ter colocado em "ballotage" o que para uma aspirante a presidente da AN é um péssimo prenúncio. Hollande apoia a ex-mulher e a actual o senhor do PS local. Parafraseando um dito popular por forma a não chocar os leitores, as mulheres em sendo muitas tiram o ganho umas às outras. Como escreve Júlio de Magalhães no seu blogue, «apetece dizer:  "Antes levassem homens".»

3 comentários:

karocha disse...

Tem toda a razão JG

maria disse...

Ainda bem que os conceitos de beleza são arbitrários. Esta mulher tem allure de tonta, trepadora. Vem de uma Família de parcos recursos, no entanto poderia ter-se limado um bocadinho, é jornalista no Match, há por aí tanto manual. Bom isto também diz da qualidade do seu "companheiro". Deveria a criatura de abster-se oficialmente na vida da França. Quem dorme ou dormiu no Eliseu dava um bom livro! Mas os Franceses "haute couture" estavam desesperados coma dita já antes das eleições. Bom e pensar que fizeram tudo para DSK ser Presidemnte sabendo que era um homem tarado e doente..........., isto diz tudo da política socialista francesa. Este vaudeville era esperado.

Nuno Castelo-Branco disse...

Maria, "família de parcos recursos", os Massonneau ? A menos que fossem banqueiros...falidos!
Essa conversa do chácha-branqueador do pedigree de fulanos e fulanas de gauche ", deveria ter limites. Se o sr . Hollande teve um pai demasiadamente pró-Vichy , a sra. Valerie Massonneau - o nome que soa a canídeo pertence ao ex-marido, mas soa bem - nunca foi a "pobrezinha da Sé" que uma certa imprensa ao estilo balsemeiro quer fazer crer. Nunca. Basta-nos olhar para a senhora e aí temos uma perfeita blondasse du Seizième como tantas outras. A Paris Match também nunca foi uma espécie de Avante! lá do sítio. Nada de errado ou vergonha há em ser-se burguês, mas daí à cretina tendência para o reescrever de biografias e retocar fotos, vai uma grande distância.
Vivemos num mundo em que se mudam os nomes às coisas por estranho e rançoso pudor de "classe", remetendo-nos de imediato para aquela inexistente "superioridade moral" tão evocada por Cunhal. As "amigas, camaradas e companheiras" dos tipos da direita, continuam a ser namoradas, amantes ou nalguns casos, apontadas como putas. Lembra-se do pudibundo Mário Soares de 1980, exautorando Sá Carneiro pela "sua concubina"? Foi isso mesmo que na noite da vitória de Hollande uma jornalista teve a ousadia de insinuar, informando o mundo acerca da súbita paixão de Bruni "pelo Presidente da França", enquanto a Massonneau se "perdia de amores" - pois, parece impossível mas é verdade - por um coitadito de um homem- que fazia a sua "travessia no deserto". Como se a riquíssima Bruni precisasse do dinheiro de Sarkozy para coisa alguma! Quanto às "amigas, companheiras e camaradas" dos de gauche ", essas ficam-se nesse estatuto aparte e atingem o patamar onde o odor a santidade, mesmo ligeiramente carregado de Chanel nº5 e hálito a tresandar a repasto na Tour d'Argent, as eleva ao firmamento da decência. Ora bolas...