23.6.12

A sério?

Callhou ver grande parte do programa Quadratura do Círculo, da sicn, que passou ao mesmo tempo que Portugal derrotava os checos na rtp. O convidado era Carlos Magno, presidente da ERC, que parecia estar constantemente a pedir desculpa aos presentes por ser presidente da ERC. Ora os presentes não eram nenhuns meninos de coro. Havia um administrador não executivo do jornal Público e um seu colaborador semanal, para além de um político de mão cheia, e presidente da maior câmara do país, que zurziu metódica e inflexivelmente o conselho de redacção do referido Público. Tal valeu-lhe a acrimónia, hoje mesmo, do dito jornal numa prosa assinada por José António Cerejo intitulada "António Costa e a liberdade de informação". Diz às tantas Cerejo que «o presidente da Câmara de Lisboa constituiu-se há muito como um inimigo da liberdade de informação. E como já se viu noutros casos, fê-lo com a conivência de muitos jornalistas e da entidade reguladora do sector.» A sério? 


 


 


Disclaimer: A única entidade que exerce "poder editorial" sobre este blogue sou eu pelo que assumo permanentemente quaisquer custos pessoais que isso possa acarretar. Quem quiser saber o que penso sobre a existência da ERC, basta-lhe colocar as iniciais "ERC" em "Pesquisar" ali à esquerda. Está lá, como sempre esteve, tudo.


 


Adenda: Do jornaalista José António Cerejo recebi o seguinte comentário que edito na íntegra: 


 


«Só duas precisões.

1 - O "político de mão cheia" falou do que não sabe - o papel do Conselho de Redacção do PÚBLICO no funcionamento do jornal . E falou como falou, sobretudo por uma razão: este órgão representativo dos jornalistas da casa emitiu em Janeiro de 2010 um parecer desfavorável à nomeação da sua mãe (Maria Antónia Palla) para o lugar de Provedor do Leitor do jornal, motivo que a levou a recusar (depois de ter aceite) o convite que lhe tinha sio feito pela directora.
2 - O artigo de opinião hoje assinado por mim não tem nada a ver com os disparates ditos pelo dr. Costa na Quadratura do Círculo. Foi escrito há três meses, mas a sua publicação só foi autorizada pela Direcção do jornal na segunda-feira desta semana.
J.A.C.»


 


Meu caro José António Cerejo:


 


O que escreve não altera a circunstância de eu achar o António Costa um político de mão cheia, independentemente de gostarmos ou não dele sobretudo enquanto edil de Lisboa. A actividade política, tal como a jornalística, não tem a ver com bons sentimentos ou com dar catequese, como, aliás, se pode constatar em relação a ambas pelo que expõe em 2.

6 comentários:

José António Cerejo disse...

Só duas precisões.

1 - O "político de mão cheia" falou do que não sabe - o papel do Conselho de Redacção do PÚBLICO no funcionamento do jornal . E falou como falou, sobretudo por uma razão: este órgão representativo dos jornalistas da casa emitiu em Janeiro de 2010 um parecer desfavorável à nomeação da sua mãe (Maria Antónia Palla) para o lugar de Provedor do Leitor do jornal, motivo que a levou a recusar (depois de ter aceite) o convite que lhe tinha sio feito pela directora.
2 - O artigo de opinião hoje assinado por mim não tem nada a ver com os disparates ditos pelo dr. Costa na Quadratura do Círculo. Foi escrito há três meses, mas a sua publicação só foi autorizada pela Direcção do jornal na segunda-feira desta semana.
J.A.C.

fado alexandrino disse...

O nome de José António Cerejo deve ressoar pelas paredes da Câmara de Lisboa provocando o mesmo terror que as legiões romanas suscitavam.
Não têm conta as digamos com suavidade, trafulhices, que ele até hoje denunciou.

Rui Ratão disse...

Já leu a prosa da ERC, certo?

Carlos Magno e, sobretudo, a ex-jornalista Raquel, se fossem íntegros nesta matéria, recusavam o papel que desempenharam. O mal disto tudo é que somos tão pequenos que nos conhecemos uns aos outros.

Quanto ao António Costa, é da têmpera do Sócrates nisto: fizeste-mas, vais pagar-mas.

Anónimo disse...

AC um político de mão cheia????? É por isso que Portugal está de mão vazia.....Ok, CASA DOS BICOS único monumento renascentista de Lx, escavado, adulterado, uma fachada abominável, Afonso de Albuquerque dará voltas no túmulo...e já agora quantos milhões nos custou?
EMEL: a empresa que a Câmara usa para se financiar e roubar da forma mais vil.
TERREIRO DO PAÇO: muro pombalino todo partido e caído no chão. Obras permanentes para escoar água de Lx., destruição de escadarias para o rio, destruição de teracenas reais onde se fará um passeio público de betão até ao Cais do Sodré, onde anteriormente havia uma pequena e fantástica praia....., aliás zona em estado calamitoso, etcs......a propósito e a mão cheia de dinheiro para tanta obra com a Câmara e o País na ruína ???????? Meu amigo pois algo muito profundo nos divide. Quando acabar o euro cá nos encontraremos, até lá seja feliz com o Costa.

Nuno Castelo-Branco disse...

Muito mais estou eu preocupado com os desmandos de Costa na CML: abate de árvores, lixo acumulado, prédios e prédios todos os dias demolidos, património municipal em ruína, ataque aos principais locais históricos da capital - ainda há dias destruiu os candeeiros que estavam no Terreiro do paço desde o século XIX -, conluio descarado com certos "fundos imobiliários", etc. Quanto à dª Palla - lê-se Pala ou Palha? -, estou-me nas tintas. Utilizando certos critérios, o Costa até talvez tenha alguma razão. Não é a sua mãe uma descendente de um duvidosos "heróis" da Rotunda? Um tal capitão Palla (ou Palha)? Se o santos Silva ainda beneficia do vovô "herói" do 31 de janeiro, porque razão não há-de a Palla-Palha beneficiar da mesma chucha? Como diria o Sampas, eles "hádem" muita coisa, como se vê...

Aladdin Sane disse...

Um pouco "off-topic": Lisboa está em vias de deixar de ser "a maior Câmara do país, pois o concelho de Sintra tornou-se recentemente o mais populoso.

Poder aos subúrbios!