Foi, nomeadamente, para evitar coisas destas que faz hoje um ano o governo de José Sócrates estava no seu derradeiro dia de funções em virtude de eleições legislativas antecipadas. E, apesar do plano de ajuda externa (que chegou tarde e não tinha alternativa), das dificuldades e de alguns erros, o país confia em Passos Coelho - na sua "normalidade" e no seu realismo. O que é uma forma de transmitir estabilidade às pessoas num momento em que do que elas menos precisam é de histéricos embotados ou de viciados em estados de alma. Haverá "balanços" para todos os gostos. Todavia estou certo que serão poucos aqueles que sonham com romagens a Paris para resgatar um exilado confortável e improvável. Sigamos, serenamente - com espírito crítico e lealdade -, em frente.
3 comentários:
"Sigamos, serenamente - com espírito crítico e lealdade -, em frente."
...SEM MAIS
"Todavia estou certo que serão poucos aqueles que sonham com romagens a Paris para resgatar um exilado confortável e improvável. "
A sonhar com romagens a Paris não vejo de facto quase ninguem. Mas, das conversas que vou tendo, parece-me que anda por aí bastante gente a sonhar com romagens ao túmulo de Santa Comba Dão, esperando resgatar o que já não é resgatável.
Sentido crítico sempre haverá, mas neste "esquema vigente", lealdade é coisa de outras eras. Poderão espernear à vontadinha, mas não existe alternativa. SE Passos falha, teremos um tipo de uniforme e óculos escuros na televisão. Esperem e verão, até porque a Europa marimbar-se-á para a coisa. De facto, esta gente ainda não percebeu bem a situação em que nos entramos.
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