
Por razões de economia estética e afectiva, decidi andar mais acompanhado por livros do que por pessoas. Aliás cada vez sei menos o que é "uma pessoa". À noite, na cama, li mais um bocadinho do Sousa Tavares, reli o último texto de Richard Rorty e, de manhã, vim no carro com Emmanuel Berl e Jean d'Ormesson, um livrinho que é uma entrevista do último ao primeiro. Não vale a pena explicar quem foi Berl e quem é d'Ormesson. Estão ao alcance do Google. O livrinho tem por título Tant que vous penserez à moi e vem de uma resposta de Berl: «je ne serais pas tout à fait mort tant que vous penserez à moi.» É uma bela suposição. Na dedicatória de d'Ormesson, a elegância do trocadilho - que é uma coisa que aprecio nos franceses e que tanto nos falta, a elegância: «Pour(tant) que vous penserez à moi, Juan Manuel (assim mesmo), je pense à vous.» Há melhor companhia?
2 comentários:
De facto as melhores companhias são os LIVROS
como muito bem refere
mas, tb os ANIMAIS.
Quanto aos livros teem sido, de facto, a melhor companhia, acontece q nem TODOS teem a felicidade e/ou a capacidade, de os ler como gostariam, por variadíssimas razões.
Daí o meu nível cultural e, a minha escrita serem medíocres senão maus …
Desde alguns meses, de um dia para outro deixei de o poder fazer.
Enquanto pude fiz o possível. O q DEUS designou.
Resta o computador, e o DEUS GOOGLE por enquanto …
TAMBEM cada vez menos sei o q é UMA PESSOA
… ou melhor INFELIZMENTE até penso q SEI pois se vão mostrando, se bem q por vezes paulatinamente, outras ñ daí a ñ esperar MUITO delas… porem posso afirmar q ainda existem PESSOAS q nos SURPREENDEM pela positiva e, geralmente são aquelas que menos esperamos.
Só q como a caminhada já é longa e, durante a mesma os escolhos teem sido muitos optei por pensar como Henry Miller refere
As águas da terra!
Que nivelam, sustentam, reconfortam!
Águas baptismais!
A seguir à luz, são elas o elemento mais misterioso da criação.
Tudo passa com o tempo.
As águas ficam.
por isso passei essencialmente a ser muito directa e, ainda mais espontânea
pq
“Par délicatesse, j'ai perdu ma vie.”
como refere num post seu, citando Rimbaud - tinha razão "pai" espiritual desta merda toda.
Ou então, como li noutro blogue
“bata com o pé, pois as baratas fugirão para debaixo dos armários
de onde vieram;
mais, abra as luzes, pois detestam a luz !”
Assim …
certamente desta forma entrarei, no ROL dos PORTUGUESES menos ELEGANTES …
ou ainda melhor, como diria o doutor Salazar
«Se quiser ir longe faça-se morto».
mas …
perante uma súbita perda de VISÃO e, posteriormente o diagnostico de um CARCINOMA podem dizer o q quiser, porque TUDO já foi dito …
Boas leituras….
Boa noite e boa sorte…
e bj a sua mãe
Quem lê Miguel Sousa Tavares nem deveria aproximar-se dos livros, quanto mais das pessoas.
Isto, quando se chama livro a um conjunto de folhas de papel impresso.
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