Não é segredo para quem acompanha este blogue o que penso genericamente do "gestor cultural", escritor, ex-jornalista, ex-EXPO 98 e ex- CCB António Mega Ferreira. O regime, neste trinta e tal anos, "criou" dezenas e dezenas de Megas Ferreiras que se lhe colaram à pele como lapas e que ele, o regime, faz questão que não descolem nunca. Mega Ferreira integra esse mandarinato por "autoridade" própria, digamos assim, com o beneplácito sucessivo de vários poderes. E não pode estar muito tempo sem o exercer. Vai daí a Câmara de Lisboa (onde cada vereador faz o que quer e lhe dá na realíssima gana sob o olhar paternalista do dr. Costa que tem manifestamente mais que fazer) decidiu entregar ao dr. Mega a feitura de um «um estudo sobre os museus da cidade» a troco de uns módicos 19 mil euros, através do funesto mecanismo do ajuste directo. O resto da notícia dispensa quaisquer comentários. «A proposta, subscrita pelas vereadoras da Cultura e das Finanças, Catarina Vaz Pinto e Maria João Mendes, destaca o "extenso curriculum" e a "experiência comprovada" de Mega Ferreira na área. Explica ainda a necessidade de efectuar um estudo desta natureza com a "a actual conjuntura de mudanças nas políticas culturais." O CM tentou obter mais esclarecimentos, mas fonte oficial informou: "A vereadora [Catarina Vaz Pinto] não poderá falar nem hoje [ontem] nem amanhã [hoje] por indisponibilidade de agenda."» Nem hoje, ontem, amanhã ou hoje. Mega é verdadeiramente intemporal.
«Um trem de ferro é uma coisa mecânica, mas atravessa a noite, a madrugada, o dia, atravessou minha vida.» Adélia Prado
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26.6.12
26.1.12
20.1.12
ADIEU
Mega Ferreira foi substituído na presidência do CCB. Mais vale tarde que nunca. Mega ainda há bem pouco tempo anelava pelo regresso de Sócrates à pátria: não tinha dúvidas de que "o país precisa de pessoas como o anterior primeiro-ministro". Em compensação, a impunidade de anos e anos de mandarinato "cultural" permitiram-lhe "não lhe ocorrer" o nome do actual primeiro-ministro. M. Ferreira representa a pior soberba do chamado "meio" cultural português - a mania que a "cultura" tem "donos". Que coisa mais provinciana, dr. Mega. Adieu.
ADIEU
Mega Ferreira foi substituído na presidência do CCB. Mais vale tarde que nunca. Mega ainda há bem pouco tempo anelava pelo regresso de Sócrates à pátria: não tinha dúvidas de que "o país precisa de pessoas como o anterior primeiro-ministro". Em compensação, a impunidade de anos e anos de mandarinato "cultural" permitiram-lhe "não lhe ocorrer" o nome do actual primeiro-ministro. M. Ferreira representa a pior soberba do chamado "meio" cultural português - a mania que a "cultura" tem "donos". Que coisa mais provinciana, dr. Mega. Adieu.
22.8.11
ESTAR E FICAR
Já há algum tempo que não dava pelo dr. Mega Ferreira. Foi preciso a modorra do verão nos jornais para o ter de volta. E que nos diz o dr. Mega? Entre outras coisas que «espera mesmo que Sócrates regresse à vida política porque não tem dúvidas de que o País precisa de políticos como o anterior primeiro-ministro.» Felizmente que o regime tem personalidades duradouras como o dr. Mega que não precisam sair para voltar (ou o contrário) porque - como que em declinação gauchiste de Salazar no prefácio às entrevistas com António Ferro - estão e parece que nunca vão deixar de estar. Estão e ficam.
ESTAR E FICAR

Já há algum tempo que não dava pelo dr. Mega Ferreira. Foi preciso a modorra do verão nos jornais para o ter de volta. E que nos diz o dr. Mega? Entre outras coisas que «espera mesmo que Sócrates regresse à vida política porque não tem dúvidas de que o País precisa de políticos como o anterior primeiro-ministro.» Felizmente que o regime tem personalidades duradouras como o dr. Mega que não precisam sair para voltar (ou o contrário) porque - como que em declinação gauchiste de Salazar no prefácio às entrevistas com António Ferro - estão e parece que nunca vão deixar de estar. Estão e ficam.
25.7.10
OS ÍDOLOS DE MEGA

O equipamento cultural designado CCB, a Belém, Lisboa, tutelado pelo ministério da cultura, albergou a "selecção" de candidatos ao concurso da SIC Ídolos. Esta "fase" desse concurso é a mais aceitável porque um sem número de broncos musicais, que se julgam com talento, tem direito aos seus cinco segundos de má fama e de pública humilhação. Simplesmente não é para isto - percebo que não haja dinheiro, que tudo sirva e que na direcção do CCB estejam pessoas muito "imaginativas" no que toca a tudo menos cultura - que tal equipamento existe. Não lhe bastava andar a fazer de armazém (consta que mau, segundo o arrendatário) do comendador Berardo. Agora até o lumpen lá vai aliviar-se pela fresquinha. O dr. Mega ainda existe ou pode ser substituído, sem que note a diferença, pelo João Manzarra?
OS ÍDOLOS DE MEGA

O equipamento cultural designado CCB, a Belém, Lisboa, tutelado pelo ministério da cultura, albergou a "selecção" de candidatos ao concurso da SIC Ídolos. Esta "fase" desse concurso é a mais aceitável porque um sem número de broncos musicais, que se julgam com talento, tem direito aos seus cinco segundos de má fama e de pública humilhação. Simplesmente não é para isto - percebo que não haja dinheiro, que tudo sirva e que na direcção do CCB estejam pessoas muito "imaginativas" no que toca a tudo menos cultura - que tal equipamento existe. Não lhe bastava andar a fazer de armazém (consta que mau, segundo o arrendatário) do comendador Berardo. Agora até o lumpen lá vai aliviar-se pela fresquinha. O dr. Mega ainda existe ou pode ser substituído, sem que note a diferença, pelo João Manzarra?
24.6.09
ESTÁ CERTO

O comendador Berardo e o seu director artístico estão muito satisfeitos com o "sucesso" do Museu no CCB. O CCB, recorda-se, é um equipamento público que foi ocupado pelo senhor comendador, com a benção do líder supremo, acto aliás testemunhado por dois notários ilustres, a então ministra da cultura Pires de Lima e o insigne Mega Ferreira. Aos poucos, o senhor comendador foi fazendo do Museu - e do CCB que o acolheu - o que quis, mantendo aquele espaço cativo da sua colecção da qual foi retirando subtilmente uma peça aqui e outra acolá para exposições lá fora. No fundo, o CCB é o armazém do senhor comendador. Muita gente que não consegue distinguir um Matisse de um Balthus acorreu ao armazém para se lavar, durante breves instantes, em cultura. As borlas também ajudaram. Não admira, pois, que o director artístico do senhor comendador fale em «procurar o equilíbrio entre o grande público e o mais experimental.» O armazém em que se tornou o CCB - presidido ficticiamente pelo enorme Mega - é a nova feira popular. O senhor comendador fornece as barraquinhas de tiro, o carroussel e o trapézio. Ou seja, o «equilíbrio entre o grande público e o mais experimental.» Está certo.
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Joe Berardo,
Mega Ferreira
ESTÁ CERTO

O comendador Berardo e o seu director artístico estão muito satisfeitos com o "sucesso" do Museu no CCB. O CCB, recorda-se, é um equipamento público que foi ocupado pelo senhor comendador, com a benção do líder supremo, acto aliás testemunhado por dois notários ilustres, a então ministra da cultura Pires de Lima e o insigne Mega Ferreira. Aos poucos, o senhor comendador foi fazendo do Museu - e do CCB que o acolheu - o que quis, mantendo aquele espaço cativo da sua colecção da qual foi retirando subtilmente uma peça aqui e outra acolá para exposições lá fora. No fundo, o CCB é o armazém do senhor comendador. Muita gente que não consegue distinguir um Matisse de um Balthus acorreu ao armazém para se lavar, durante breves instantes, em cultura. As borlas também ajudaram. Não admira, pois, que o director artístico do senhor comendador fale em «procurar o equilíbrio entre o grande público e o mais experimental.» O armazém em que se tornou o CCB - presidido ficticiamente pelo enorme Mega - é a nova feira popular. O senhor comendador fornece as barraquinhas de tiro, o carroussel e o trapézio. Ou seja, o «equilíbrio entre o grande público e o mais experimental.» Está certo.
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25.1.09
APRENDA

Para fingir que manda qualquer coisinha, o magnífico ministro da cultura, Pinto Ribeiro, "esticou" a renovação da comissão de serviço do soba Mega Ferreira no CCB até ao último dia. Tal criou uma pequeníssima dúvida nos meios habituais - e amigos do dr. Mega - que a colocaram imediatamente nos jornais. Descansai, pois. Pinto Ribeiro é nulo perto de Mega Ferreira. Ou perto do que quer que seja na cultura. Mesmo que o balanço de Mega se reduza à colecção (cada vez mais despojada) de Berardo, isso não interessa nada. Mega é mais um dos intocáveis "símbolos" destes trinta e tal anos de suposta democracia. Pinto Ribeiro está apenas de passagem. Aprenda.
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APRENDA

Para fingir que manda qualquer coisinha, o magnífico ministro da cultura, Pinto Ribeiro, "esticou" a renovação da comissão de serviço do soba Mega Ferreira no CCB até ao último dia. Tal criou uma pequeníssima dúvida nos meios habituais - e amigos do dr. Mega - que a colocaram imediatamente nos jornais. Descansai, pois. Pinto Ribeiro é nulo perto de Mega Ferreira. Ou perto do que quer que seja na cultura. Mesmo que o balanço de Mega se reduza à colecção (cada vez mais despojada) de Berardo, isso não interessa nada. Mega é mais um dos intocáveis "símbolos" destes trinta e tal anos de suposta democracia. Pinto Ribeiro está apenas de passagem. Aprenda.
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16.6.08
O CASO PINHO
Manuel Pinho, a forma ministerial da economia, é outro caso. Eduardo Prado Coelho surpreendeu-o fotógrafo logo em 2005. Parece enfadado com tanto "investimento" e com tanto anúncio de anúncio de "investimento" reanunciado. Sente-se, digo eu, mais à vontade na cultura, área praticamente desertificada desde que ele trata da economia. Já o José Ribeiro da Fonte me dizia, há muitos anos, que onde nós não estivermos, outros estarão por nós. Pinho está. E com "investimento", pelos vistos, seguro. Como escreve o Augusto:
«Na sua edição de hoje, pág. 27, o jornal “Público” dá notícia de que “O ministro da Economia e Inovação, Manuel Pinho, revelou sábado que o projecto arquitectónico do novo Museu Nacional dos Coches, a construir na zona de Belém, em Lisboa, está concluído e vai ser apresentado publicamente em Julho. ‘Vai ser uma obra arquitectónica marcante’, comentou o ministro durante uma visita ao Algarve [ao ALLgarve?]. Questionado pela agência Lusa sobre a data do arranque da construção do museu, projectado pelo arquitecto brasileiro Paulo Mendes da Rocha, Manuel Pinho afirmou que as obras deverão começar até ao final do ano. ‘Já vi a maqueta final e gostei muito’, comentou, elogiando a qualidade do trabalho do arquitecto que em 2006 recebeu o mais importante galardão mundial da arquitectura, o prémio Pritzker.” Essa é uma das tarefas concretas da Sociedade Frente do Tejo, presidida por um convertido ao socratismo e ex-mandatário da candidatura municipal de António Costa, José Miguel Júdice, embora, em abono da verdade, para o quadro ser completo, não falta também a orientação de António Mega Ferreira, que passou directamente de director de campanha da candidatura de Mário Soares para Presidente do Conselho de Administração do Centro Cultural de Belém, em que aliás, ao longo deste ano tem seguido uma político auto-comemorativa do 10 º aniversário da EXPO-98, não hesitando sequer em reescrever história para ir forjando a sua própria narrativa. «Somos um país muito merdoso!”, afirmava o ano passado Júdice. “Quem governa tem de se encher de paciência, tem às vezes de ter vergonha de quem está a governar. Mas tem de aguentar. Porque ninguém é obrigado a governar. Quem foi para lá foi porque quis”.. As palavras fiquem com quem as prefere, já que “vergonha” certamente é algo de que Júdice não sente falta.»
O CASO PINHO
Manuel Pinho, a forma ministerial da economia, é outro caso. Eduardo Prado Coelho surpreendeu-o fotógrafo logo em 2005. Parece enfadado com tanto "investimento" e com tanto anúncio de anúncio de "investimento" reanunciado. Sente-se, digo eu, mais à vontade na cultura, área praticamente desertificada desde que ele trata da economia. Já o José Ribeiro da Fonte me dizia, há muitos anos, que onde nós não estivermos, outros estarão por nós. Pinho está. E com "investimento", pelos vistos, seguro. Como escreve o Augusto:
«Na sua edição de hoje, pág. 27, o jornal “Público” dá notícia de que “O ministro da Economia e Inovação, Manuel Pinho, revelou sábado que o projecto arquitectónico do novo Museu Nacional dos Coches, a construir na zona de Belém, em Lisboa, está concluído e vai ser apresentado publicamente em Julho. ‘Vai ser uma obra arquitectónica marcante’, comentou o ministro durante uma visita ao Algarve [ao ALLgarve?]. Questionado pela agência Lusa sobre a data do arranque da construção do museu, projectado pelo arquitecto brasileiro Paulo Mendes da Rocha, Manuel Pinho afirmou que as obras deverão começar até ao final do ano. ‘Já vi a maqueta final e gostei muito’, comentou, elogiando a qualidade do trabalho do arquitecto que em 2006 recebeu o mais importante galardão mundial da arquitectura, o prémio Pritzker.” Essa é uma das tarefas concretas da Sociedade Frente do Tejo, presidida por um convertido ao socratismo e ex-mandatário da candidatura municipal de António Costa, José Miguel Júdice, embora, em abono da verdade, para o quadro ser completo, não falta também a orientação de António Mega Ferreira, que passou directamente de director de campanha da candidatura de Mário Soares para Presidente do Conselho de Administração do Centro Cultural de Belém, em que aliás, ao longo deste ano tem seguido uma político auto-comemorativa do 10 º aniversário da EXPO-98, não hesitando sequer em reescrever história para ir forjando a sua própria narrativa. «Somos um país muito merdoso!”, afirmava o ano passado Júdice. “Quem governa tem de se encher de paciência, tem às vezes de ter vergonha de quem está a governar. Mas tem de aguentar. Porque ninguém é obrigado a governar. Quem foi para lá foi porque quis”.. As palavras fiquem com quem as prefere, já que “vergonha” certamente é algo de que Júdice não sente falta.»
22.5.08
A EXPO PERMANENTE - 2
A EXPO PERMANENTE - 2
30.6.07
ENFIADO NA POLTRONA DA SUA MELANCOLIA

Raquel Henriques da Silva - uma figura da "cultura portuguesa" que até costuma opinar com oportunidade - veio em defesa do "vulto" Mega Ferreira, alegadamente vexado pelo comendador Berardo. Raquel foi durante muitos anos a papisa dos museus portugueses e é, por direito próprio, um ilustre membro da corte, apesar de "reformada". De Berardo, o do museu, só se aproveita, de acordo com Raquel, o sr. Capelo, responsável pela colecção apenas até determinado momento. O resto é arrivismo e provocação ao fabuloso Mega. Por sinal, o dito Mega, pago para gerir o CCB e, por tabela, a instalação do Museu Berardo, fez o que pôde para dourar a inércia. Como se o referido Museu tivesse aterrado em Belém vindo directamente da lua e não do acordo leonino que ele, Pires de Lima e Sócrates estabeleceram com o comendador, com o dinheiro do contribuinte que, por acaso, também os suporta a todos, a uns mais do que a outros. Como escreveu numa "sms" um amigo, bem conhecido nas "letras", mas felizmente alérgico a nomenclaturas: "coitado do Mega Ferreira, tão isolado na vida, tão deprimido nas sensações, coitado dele, enfiado na poltrona da sua melancolia."
Adenda: É evidente que a veneranda figura do dr. Mega só abriu a boca para outra veneranda instituição chamada Expresso.
Adenda: É evidente que a veneranda figura do dr. Mega só abriu a boca para outra veneranda instituição chamada Expresso.
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Mega Ferreira
ENFIADO NA POLTRONA DA SUA MELANCOLIA

Raquel Henriques da Silva - uma figura da "cultura portuguesa" que até costuma opinar com oportunidade - veio em defesa do "vulto" Mega Ferreira, alegadamente vexado pelo comendador Berardo. Raquel foi durante muitos anos a papisa dos museus portugueses e é, por direito próprio, um ilustre membro da corte, apesar de "reformada". De Berardo, o do museu, só se aproveita, de acordo com Raquel, o sr. Capelo, responsável pela colecção apenas até determinado momento. O resto é arrivismo e provocação ao fabuloso Mega. Por sinal, o dito Mega, pago para gerir o CCB e, por tabela, a instalação do Museu Berardo, fez o que pôde para dourar a inércia. Como se o referido Museu tivesse aterrado em Belém vindo directamente da lua e não do acordo leonino que ele, Pires de Lima e Sócrates estabeleceram com o comendador, com o dinheiro do contribuinte que, por acaso, também os suporta a todos, a uns mais do que a outros. Como escreveu numa "sms" um amigo, bem conhecido nas "letras", mas felizmente alérgico a nomenclaturas: "coitado do Mega Ferreira, tão isolado na vida, tão deprimido nas sensações, coitado dele, enfiado na poltrona da sua melancolia."
Adenda: É evidente que a veneranda figura do dr. Mega só abriu a boca para outra veneranda instituição chamada Expresso.
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28.6.07
A "GESTÃO INTEGRADA"
O governo de Sócrates, dito socialista, caracteriza-se por falar alto com os baixinhos e por baixar a bola com os graúdos. A sra. prof.ª Pires de Lima, que passa por ministra da cultura, deve ter ficado um pouco mais desgrenhada do que o habitual com o "clima" instalado no CCB de Berardo. Sim, de Berardo, porque se, de um dia para o outro, o senhor comendador decidisse agarrar na sua colecção e levá-la para a China, a sra. prof.ª e a sua "política cultural" sumiam imediatamente soterradas num contrato que apenas serve os interesses - legítimos - de um particular. Com isto em mente, Pires de Lima afirmou que o comendador e o cada vez menos presidente do Centro Cultural de Belém, o contorcionista Mega Ferreira, têm "forçosamente que se entender" sobre o Museu do primeiro. E espera - bem pode esperar sentada - que se trate "de uma pequena questão", já que "ambos terão forçosamente que se entender" ao nível da "gestão integrada" do Museu. "Gestão integrada" de quê, sra. prof.ª? Será que a senhora julga que o CCB de Berardo é um laboratório e o dono do "acervo" um experimentalista? Meta-se com ele, use mais desse jargão e depois queixe-se.
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A "GESTÃO INTEGRADA"
O governo de Sócrates, dito socialista, caracteriza-se por falar alto com os baixinhos e por baixar a bola com os graúdos. A sra. prof.ª Pires de Lima, que passa por ministra da cultura, deve ter ficado um pouco mais desgrenhada do que o habitual com o "clima" instalado no CCB de Berardo. Sim, de Berardo, porque se, de um dia para o outro, o senhor comendador decidisse agarrar na sua colecção e levá-la para a China, a sra. prof.ª e a sua "política cultural" sumiam imediatamente soterradas num contrato que apenas serve os interesses - legítimos - de um particular. Com isto em mente, Pires de Lima afirmou que o comendador e o cada vez menos presidente do Centro Cultural de Belém, o contorcionista Mega Ferreira, têm "forçosamente que se entender" sobre o Museu do primeiro. E espera - bem pode esperar sentada - que se trate "de uma pequena questão", já que "ambos terão forçosamente que se entender" ao nível da "gestão integrada" do Museu. "Gestão integrada" de quê, sra. prof.ª? Será que a senhora julga que o CCB de Berardo é um laboratório e o dono do "acervo" um experimentalista? Meta-se com ele, use mais desse jargão e depois queixe-se.
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