O senhor conselheiro Pinto Monteiro ouviu o seu conselho superior. Pelos vistos, o seu conselho superior não tem apreciado ouvir o senhor conselheiro Pinto Monteiro. Mas ninguém se mexeu ou mexe. Seja ele, o seu número dois ou aqueles de cuja nomeação depende que estejam e fiquem. Por outro lado, um "probleminha" informático, muito apropriadamente no país das altíssimas tecnologias, impediu que fosse divulgada uma decisão judicial de "formatação" complexa. À consideração dos Humpty Dumpty.
«Somos poucos mas vale a pena construir cidades e morrer de pé.» Ruy Cinatti joaogoncalv@gmail.com
Mostrar mensagens com a etiqueta Lewis Carroll. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Lewis Carroll. Mostrar todas as mensagens
10.9.10
14.7.10
SÓCRATES DO OUTRO LADO DO ESPELHO

Duvido que Sócrates tivesse alguma vez lido Lewis Carroll. Ou que saiba, sequer, de quem se trata. Talvez o termo "país das maravilhas" lhe mova uma sinapse. Todavia, a entrevista ao Financial Times pode ler-se como se fosse Humpty Dumpty a falar. Ora reparem:
«I don't know what you mean by “glory”», Alice said. Humpty Dumpty smiled contemptously. “Of course you don’t – till I tell you. I meant “there´s a nice knock-down argument for you!” “But “glory” doesn't mean “a nice knock-down argument,” Alice objected. “When I use a word, “Humpty Dumpty said, in rather a scornful tone, “it means just what I choose it to mean” – neither more nor less.” “The question is, “said Alice,”whether you can make words mean so many different things.” “The question is,” said Humpty Dumpty, “which is to be master – that's all.”»
Nem mais nem menos.
Nem mais nem menos.
19.3.10
AS PRATELEIRAS DA IGNORÂNCIA

«Há uma insistência em classificar Alice in Wonderland como "literatura infantil" ou "literatura infanto-juvenil". Por mais graça que uma criança ache ao Coelho, ao Humpty Dumpty ou mesmo ao Gato de Cheshire (ou a qualquer outra personagem), não alcança o significado da complexa narrativa non-sense de Carroll. Aliás, nem estou certo de que non-sense seja um termo correcto neste caso. Alice é uma obra demasiado grande para ser metodicamente arrumada nas prateleiras do "infantil" das nossas pobres livrarias. Mas, verdade seja dita: não se pode esperar muito de um "mundo literário", ou de um "mercado livreiro", que arruma a maior parte (toda?) a literatura de fantasia na secção "juvenil".» Como é que se explica isto à literatice doméstica lambuzada por tanto burro que sonha um dia, chegar a cavalo, sem ironia de espécie alguma para as geniais transumâncias de Carroll?
31.12.09
BOA QUESTÃO
«It is a very inconvenient habit of kittens (Alice had once made the remark) that, whatever you say to them, they always purr. `If them would only purr for "yes" and mew for "no," or any rule of that sort,' she had said, `so that one could keep up a conversation! But how can you talk with a person if they always say the same thing?'»
Lewis Carroll, Through the looking glass
Etiquetas:
Lewis Carroll,
Teoria da acção comunicacional
28.11.09
DOS PEIXES
Desde o início que venho a dizer que Vara não é homem para se "sujar" por causa de uns míseros euros. Tudo, afinal, se resume a um cabaz de robalos e a um irrelevante equipamento desportivo. Todavia, e pelo sim, pelo não, ficou o "conselho" ao senhor conselheiro Monteiro para não divulgar "conversas privadas". Realmente, o que é que interessa uma conversa em torno de peixes? Vara recorda-me a Alice de Lewis Carroll. A coitadadinha julgava que toda a poesia é acerca de peixes.
27.11.09
HUMPTY CORPORATIVO DUMPTY
O Filipe analisa a «teoria Humpty Dumpty" aplicada à blogosfera. E bem porque, para alguns "heróis", os «nomes nos blogues são apenas nomes nos blogues, não vale a pena assinar nada, nada significa nada.»
16.11.09
MISS HUMPTY DUMPTY
«Discussão que agora domina os cafés», «porque é preciso sempre discussão»? Domina? É preciso? E, depois, tudo por referência à senhora Humpty Dumpty da correcção? Por amor de Deus.
30.9.09
WHAT ARE YOU?*

«O que as frases de Sócrates nunca são: objectos ideológicos. Quando existiu a assunção da «possibilidade do erro» não saímos de uma espécie de imaginário (pobre) completamente psicologista, montado para causar impacto. Ou seja: aprova-se alguém só porque consegue desempenhar um papel do princípio ao fim. «Tudo isto é isto», para toda essa maioria relativa.»
Samuel Filipe, Esse bandido
«But I'm not a serpent, I tell you!" said Alice. "I'm a - I'm a - ' "Well! What are you?" said the Pigeon. "I can see you're trying to invent something!"(Lewis Carroll, Alice's Adventures in Wonderland)
Etiquetas:
José Sócrates,
Lewis Carroll,
Regime
26.9.09
LEITURAS PARA O DIA DE REFLEXÃO - 2

Em jeito de resposta (incompleta) à Carla, o White King. Um pessimista antropológico como eu só podia estar de acordo com isto. «"I see nobody on the road," said Alice. "I only wish I had such eyes", the King remarked in a fretful tone. "To be able to see Nobody! And at that distance too! Why, it's as much I can do to see real people, by this light!"»
17.9.09
«CONSEGUIR VER NINGUÉM»

Um comentador anónimo, daqueles que fazem "avançar Portugal", deixou ali atrás este clarividente e oportuno comentário: «Você não é republicano porque você não é coisa nenhuma. Você não existe.» Talvez lhe tivessem lido Lewis Carroll, Through the Looking Glass, imaginando que era coisa para pequeninos, os literais e os cerebrais. A páginas tantas Alice reencontra o Rei. «"Ninguém vem na estrada, é o que vejo", disse Alice. "Quem me dera ter os teus olhos", respondeu o Rei agastado. "Para conseguir ver Ninguém!"»
Subscrever:
Mensagens (Atom)