8.6.13

Uma vantagem

Está em curso uma fronda estúpida contra Francisco José Viegas por causa de alegadamente, enquanto responsável político pelo sector da cultura, ter "autorizado" a saída do país de um quadro classificado que, por acaso, pertencia a um privado. "Especialistas" de diversas proveniências e estirpes não páram de derramar pelos jornais, e o seu sucessor já prometeu uma "investigação" para os sossegar. De quando em quando há destes acessos em torno do património cultural sobretudo se o proveito maior for, não a sua preservação real, mas sim ferver alguém em lume brandinho como é apanágio da condição trágico-burlesca da nossa terra, parafraseando Gaspar Simões. Ou Tom Sharpe, lido por Viegas. «As pessoas demasiado correctas não gostavam dele. Uma vantagem.»

4 comentários:

Le Grand Macabre disse...

Não é isso que está em causa. O que está em causa é saber por que é que os anteriores proprietários do quadro não foram autorizados a vendê-lo no estrangeiro e o Sr. Dr. Pais do Amaral foi. É só isto que Francisco José Viegas devia esclarecer.

De resto, é desejável que um particular possa vender os seus bens onde bem entende sem estar condicionado por uma lei inexplicável do Estado, inexplicável não só porque interfere naquilo que é de outrem, mas também porque aparentemente é manipulada de acordo com a importância dos particulares envolvidos.

Enquanto Francisco José Viegas não nos esclarecer, é legítimo pensarmos que, pura e simplesmente, houve favorecimento.

Orlando Sousa disse...

Quem exerce funções públicas tem de ser transparente nas decisões, e cumprir a lei, algo que, tal como noutros casos respeitantes ao património cultural português, Francisco José Viegas não foi e não cumpriu.
O resto, incluindo o seu post, é poeira para os olhos.

observador labrego disse...

Com tanta quinquilharia para vender, como sejam a relacionadas com S, (fora claro, as que ele deixou infelizmente inscritas na nossa História, e logo havia de deixarem vender um Quadro decente, como se dum graffiti dos meus se tratasse ...

mas sendo o proprietário Pais do Amaral...

m. lopes disse...

O actual proprietário do quadro é tido como próximo de uma facção da maçonaria.
O Viegas é maçon? Seria interessante saber - e devia-se, evidentemente, saber.

A questão, como já foi referido, consiste em saber porque é que a administração teve dois pesos e duas medidas. Ás tantas, ainda vamos ter de pagar uma indemnização aos anteriores proprietários...