
Passei por uma conferência da ERC na Faculdade de Direito. Continua cada vez mais na ordem do dia saber-se "o que é que comunica a comunicação social" sobretudo com a multiplicação de plataformas de acesso à informação. E, mesmo com todas as perplexidades e "dificuldades" apresentadas pelos vários protagonistas na conferência, o tempo, cá e lá fora, é o da "tirania mediática". O título foi-me recomendado ontem ao almoço por um amigo bem informado e, ainda melhor, bem formado. O Carlos Magno (e não só) que aproveite a sugestão.
5 comentários:
Contra a Tirania Mediática, Viva a Mediática Clandestina!
Abaixo a censurinha manipulativa!
Os media não são como a concepção que a maioria dos portugueses tem do "Estado": como algo externo a si, uma entidade algo diáfana no âmbito da qual não têm alguma responsabilidade- normal e tendencialmente denomina esse conceito por culpa, pois é mais facilmente diluído no todo tb diáfano; os media são dispositivos reprodutores cujos recursos humanos- desde os directores aos operadores de câmara (seja na tv seja na imprensa...)- se encontram imersos numa determinada matriz sociocultural, transposta para os conteúdos apresentados. Daí que mesmo todos, hoje em dia, globalizados e globalizáveis, ainda denotem os parâmetros culturais distintivos na universalidade da gramática audiovisual global sloterdijkiana (lá está a tb pertinência da aplicação da teoria de Chomsky sobre as línguas aos media...). Os media portugueses reflectem a mentalidade dominante. Então, se nem se entendem para criar um mecanismo de medição de audiências que seja realmente isento! Não estou a ver que isso se passasse na Dinamarca!
"Os media portugueses reflectem a mentalidade dominante."
Será assim ou, com a actual omnipresença dos media no dia-a-dia, a mentalidade dominante passa a ser a mentalidade que vigora nas redacções?...
http://jornalismoassim.blogspot.pt/
Cumprimentos.
Murphy, neste caso, está-se mesmo perante a Lei de Murphy na sua pujança e mais: no âmbito da de causa-consequência peyrafittiana: é (quase) tudo circular, endogâmico, entrópico e fechado- é a questão do ovo e da galinha! A "abertura do espaço público", em Portugal, um país onde os mais acérrimos anti-"salazarentos" o são até à medula em vários campos sociais e até pior, pois ao menos no anterior (?!:) regime era tudo assumido e a "retórica do silêncio" (repare entre esta e a verbalização vácua, consensual e hipócrita, pois verdadeiramente avessa à polissemia venha a coisa má (Saravá, Meu Pai!:) e escolha! Os zappings que faço conduzem-me, não raro e salvo Raríssimas Excepções, aos mesmíssimos conteúdos e discursos :) era, então, só rompida na revista "à portuguesa", nas tertúlias "subversivas" de café. Assim, não admira que a matriz da sociedade de consumo se tenha aqui instalado em todos os segmentos e departamentos como um cocktail molotov que ainda, hoje, é vivenciado de forma quase anedótica!
A expressão "tirania mediática" é tão ajustada que tive de a mencionar aqui:
http://jornalismoassim.blogspot.pt/2013/06/dos-tecnocratas-insensiveis-vs.html
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