Como aqui referi, sou ferozmente adepto da liberdade de expressão. Isso inclui, naturalmente, o cidadão José Sócrates. É-me indiferente que ele "comente" na televisão pública ou noutro sítio qualquer -"les beaux esprits se rencontrent". As coisas que para mim são verdadeiramente relevantes não passam por pessoas como o eng. Sócrates, ou sucedâneos, isto é, por questões e figuras apenas pedestres. A "notícia", sim, interessa-me. Não é por acaso que ela aparece no dia seguinte ao despedimento por delito de opinião do antigo director de informação da RTP. Não é por acaso que, numa rede social, o responsável pela comunicação da RTP rejubila com a "ideia" apesar de, e passo a citá-lo ipsis verbis, «esqueci-me de dizer q tenho pena de a ideia de contratar o Scrates nao ter sido minha.» De quem terá sido, então? De Seguro, duvido. De Cavaco Silva, também. E não creio que o primeiro-ministro perca tempo a ver televisão. Aceitam-se apostas.
Adenda (com a devida vénia ao Manel Falcão no FB): «»
3 comentários:
A notícia só surpreende aqueles que nunca observaram a relação muito fraterna e especial carinho que o antigo 1º ministro nutria pela RTP.
Este homem, e para aqueles que bem se recordam, antes de ser governante perorava com bastante frequência com o comparsa televisivo Pedro Santana Lopes.
Estes políticos saídos do 25/4, sempre procuraram fazer uma bela "cama" para depois da saída de cena, ter umas noites bem aconchegadas.
Para mim, só me surpreende, o longo espaço de tempo que levou para se deitar no rico leito que é pago por todos nós, como sempre obviamente.
Cps
S. Guimarães
Era uma vez um país (quase) faz de conta. O faz de conta tornou-se numa regra (quase) sem excepção. Até o acreditar, sobretudo na seriedade, tornou-se (quase) faz de conta.
Grande pensadora era Zaza Gabor , quando dizia que quem pedia um milhão tinha mais hipóteses de ser ouvido e ser servido.
O que ela se esqueceu foi de acrescentar que, quem perdia o dinheiro dos outros, também ser ouvido e ser pago ainda por esses outros.
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