«Os movimentos de comboios, metro, autocarros, barcos e aviões definem um verdadeiro sistema de circulação do trabalho, da produção e da comunicação entre pessoas. Bloquear este sistema circulatório da forma leviana, como fazem repetidamente os privilegiados funcionários das empresas públicas de transporte, é um crime económico e cultural que não dever ser mais tolerado com a habitual bonomia democrática que nos caracteriza. Imaginem que os trabalhadores do sector eléctrico cortavam a energia às nossas casas de cada vez que queriam negociar a revisão de um acordo de empresa, ou energia de borla para os familiares. Ou que o sector das águas interrompiam os fornecimentos do precioso líquido de cada vez que queriam um aumento de salários, ou defender a manutenção de certas regalias. Porque não o fazem? Porque são sectores vitais da economia e da sociedade. Ora bem, o sistema circulatório dos transportes, nomeadamente públicos, deve ter a mesmíssima prioridade institucional. (...) As pessoas, a quem a aristocracia dos transportes e os sindicatos corporativos roubam o direito ao trabalho e espezinham o dinheiro já pago nos passes, estão cada vez mais furiosas.» O António Maria tem razão. É uma verdadeira prioridade institucional acabar com isto.
2 comentários:
Aos poucos vão perdendo o nosso respeito ... e revelam uma abominável insensibilidade por aqueles que de madrugada e manhã fora dependem deles para irem trabalhar, a uma consulta ou ainda deixar os filhos na Escola.
«É uma verdadeira prioridade institucional acabar com isto.» Totalmente de acordo. Mas a quem cabe, institucionalmente, a tarefa de acabar com «isto»? Ao governo e à maioria parlamentar que o apoia. Que «nisto» como em outros assuntos - acordo ortográfico, aborto subsidiado, «casamento gay», entre outros - já mostraram que não os têm no sítio.
Enviar um comentário