9.3.13

Uma amiga

Num tempo em que a afectividade inexiste a não ser no chamado binómio homem-cão, um beijo amigo para a Dra. Cândida Almeida.

1 comentário:

Carlos Vargas disse...

CÂNDIDA ALMEIDA - Cândida Almeida é uma mulher serena, de mãos limpas e sem telhados de vidro. Quis o destino que fosse chamada a desempenhar funções de serviço público da mais alta complexidade. Elevada ao cume de uma montanha jurídica desacreditada e sem meios suficientes para cumprir os fins, Cândida Almeida merecia ter saído de cena com algo mais do que uma gélida referência ao seu "passado" feita pela novel Procuradora-Geral da República, Joana Marques Vidal - que hoje se referiu à ex-directora do DCIAP como se esta não justificasse mais do que um rápido elogio fúnebre e já não tivesse existência no universo presente do Ministério Público. O lapsus freudiano de Joana veio acentuar a opacidade do processo disciplinar que ordenou, o qual, sibilinamente usou para legitimar - inter pares" e perante a opinião pública - o afastamento de Cândida. Uma humilhação desnecessária, que deixa no ar um indisfarçável cheiro a "vendetta".