28.3.13

"Tomar a palavra"


 


Há dois momentos "fortes" na entrevista de José Sócrates. O primeiro, o único erro que assumiu: ter aceitado formar um governo minoritário, em 2009, depois da perda de 500 mil votos e ter continuado como se vivesse em maioria absoluta. Depois, quando chamou à colação a necessidade de trazer a política para o debate público e para o "comando" e para a "direcção" políticas. Foi só isso, aliás, que ele praticou, com método e proficiência, durante cerca de uma hora. Não vem mal algum ao mundo, como se verá, Sócrates ter decidido "tomar a palavra" mesmo contra os seus previsíveis ódios de estimação. Mas em democracia, como costumo dizer, quem bebe pelo gargalo compra a garrafa. De resto, se o país não continuar a "viver habitualmente" será sempre apesar dele. E não por causa da decisão dele em falar.

1 comentário:

Alblopes disse...

João:que grande favor me fazia se retirasse do seu blog a carantona deste pinóquio!É que eu até pensava que ele nunca mais me apereceria na frente!E tenho de o aturar em todo o lado!Onde ele deveria estar era na prisão!Que triste páscoa!Que POVO sem memória!