
O Papa Francisco escolheu prodigalizar o momento do lava-pés pascal numa instituição de menores delinquentes, conhecida como "reformatório" ou, no nosso "correcto" jargão jurídico, por "centro educativo". Também afirmou que não quer que os padres andem "tristes" e trocou os aposentos papais no Vaticano por um quarto, salvo erro, na Casa de Santa Marta, ao lado. Não usa uma cruz de ouro e prefere manter os sapatos que usava. Sai a torto e a direito do jipe para saudar os circunstantes na praça de São Pedro. E por aí fora. Estes episódios têm feito a alegria daqueles que imaginam que o Papa - um homem tipicamente latino-americano -, por causa de um gesto ou outro, é "diferente" dos que o antecederam. Como repetia o Papa Emérito Bento XVI, a Igreja não pratica o proselitismo. Francisco não guarda uma fé distinta dos sucessores de Pedro. Terá um modo diferente de a evidenciar, mas é só uma (e única) a que proclama e defende. Há tantos caminhos para Deus quanto há homens, escreveu Ratzinger. O Papa sabe isso melhor do que ninguém. Não haja ilusões.
2 comentários:
O Papa que rapidamente está ganhar a simpatia do mundo.
Excelente post, espero que este papa seja uma lufada de ar fresco
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