5.12.12

Benite


 


Ia escrever sobre Joaquim Benite mas o Medeiros antecipou-se: «solidário, enérgico e solar». O teatro português das últimas décadas não pode ser "contado" sem ele. Muito menos o Festival de Almada que dali irradiava para outros lugares. Trocámos algumas palavras sobre o "estado da arte" na cultura aquando de um desses Festivais, já vai para três anos, numa conferência de Manuel Maria Carrilho que decorreu na maravilhosa Casa da Cerca, na zona velha de Almada, com uma vista deslumbrante do skyline de Lisboa. A última vez que o vi foi na estreia de O Mercador de Veneza, encenado pelo Ricardo Pais, este verão. Estava, de facto, muito doente mas, como refere o Medeiros, enérgico e solar. Tudo o que a cultura precisa estava ali, nessa corajosa energia e nessa empatia com o que nos rodeia que Joaquim Benite tão bem intuía. Afinal tudo o que a cultura não tem enredada como anda em comadrice intimista e velhacaria simplificada. Como quase tudo o mais, aliás.

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