21.12.12

Exemplar






Como aqui se escreveu na altura, «felizmente a justiça norte-americana não é como a nossa, mole e complacente. E todas as explicações do mundo jamais poderão afastar a realidade de um crime sem remissão.» Seabra foi condenado, em Nova Iorque, a um mínimo de 25 anos de prisão efectiva a perpétua pelo homicídio de Carlos Castro. Exemplar.

13 comentários:

A.Lopes disse...

Deus realmente é grande e justo:afinal condenou os dois,e seguiu a verdadeirea justiça que havia a fazer. Primeiro,levou o "velho"que tinha seduzido o miudo e tantos outros:aplaudo a justiça divina;os homens,por sua vez,como a morte só Deus a pode causar,e para que os que se deixam seduzir tenham muito cuidado com os avestruzes que os "depenam",enjaula-o como exemplo!
Mas que mundo traiçoeiro:não bastava mesmo que o meliante do velho estivesse a fazer tijolo?

Anónimo disse...

A nossa justiça é a que está na capa do Sol desta semana. É a justiça do dinheiro, de todas as formas de prostituição e do atropelo do mais básico princípio da constituição: o da igualdade. Nós não somos iguais. Há portugueses de primeira, de segunda, de terceira, e de merda.

João disse...

Assina a petição:

http://www.peticaopublica.com/?pi=P2012N33529

observador labrego disse...

Grande confusão!

A Justiça também é resultado da formação jurídica dada aos seus agentes, e em Portugal eles, pelos vistos são ensinados que:

- A Constituição é uma simples norma, que só é respeitada quando interessa;

- As Provas que sejam ilegais, e tudo o restante que se baseie nelas, não são aceites em Tribunal, sendo sancionados os agentes que a elas recorram ou usem. Como tal não percebo porque é que os agentes que foram ver os "brutos à RTP" não levaram um bom puxam de orelhas;

- Uma decisão dum Tribunal é respeitada, e não desata a ser classificada como "ao serviço da Oposição", como suceseu com a decisão do Constituicional sobre o Orçamento 2012;

ETC

Ajom Moguro disse...

Castro e castigo.

fado alexandrino disse...

Este post comparado com o post citado (absolutamente brilhante) desmerece.
Do que tenho lido nos jornais os crimes particularmente violentos em Portigal são também violentamente castigados.
Às vezes até nem precisam de encontrar a vítima (caso Joana) ou imaginam a trama (o Padre Frederico).
Assim sendo e dando de barato o tempo que decorrei entre o crime e a sentença (pensa-se que nos states é tudo imediato) este nem foi muito exemplar.

João Gonçalves disse...

Só publiquei o seu comentário porque sou adepto da liberdade de expressão e isso inclui o puro disparate.

João Gonçalves disse...

O "exemplar" é para a chamada medida da pena mais do que para o decurso do tempo. Cá ainda acabava em casa com uma pulseirinha.

José disse...

Em casos como este a nossa justiça tem aplicado penas que rondam os ditos 25 anos. E mais rapidamente do que aconteceu neste caso. O seu post é um tiro na água.

A.Lopes disse...

Se calhar fui infeliz na maneira como teci as minhas considerações!Eu só deveria ter dito que,apesar de o miudo ter cometido um crime disparatado, se calhar deveria ser-lhe dada alguma desculpa não só pela idade mas porque o falecido porventura o terá incitado a mostrar os seu dotes e inclusive,pelo que se lê,ter-lhe-á feito promessas que o terão convencido que estava no bom caminho!E que dum momento para o outro lhas terá negado!É um dos males desta geração que a tudo se sujeita para ter fama e algum proveito!E continuo a pensar que os "adultos" têm uma grande quota-parte das tragédias que vão surgindo e continuarão infelizmente a surgir!
Aproveito para desejar ao dr.João Gonçalves um Bom Natal e que o Novo Ano nos traga melhores recordações!
Cumprimentos.

João Gonçalves disse...

Antes na água do que em cima de alguém. Para além disso, escrevo, como calcula, o que bem me apetece e estou-me nas tintas para a estatsticazinha de circunstância que serve para descanso de alguns "imaculados" paroquiais.

Karocha disse...

Mas será que ninguém entende que nos states 25 anos é prisão perpétua?
Cá não passaria de um caso de violência doméstica com recursos e a aguardar em liberdade.

Anónimo disse...

Exemplaridade da justiça! Renato Seabra foi condenado em 1.ª instância quase dois anos depois da data dos factos! Se fosse em Portugal, tratando-se de um caso de crime confessado em que o arguido está em prisão preventiva desde o início, garanto - pois, ao contrário do que leio em muitos comentários, sei do que estou a falar - que já estaria há muito em cumprimento de pena, tendo o processo transitado por todos os tribunais - 1.^instância, Relação,STJ e mesmo T. Constitucional, se fosse o caso. É que, entre nós, são sobretudo os processos que respeitam aos poderosos os que mais demoram, até à prescrição, com base em todos os alçapões que a lei deixa para que possam escapar (veja-se Casa Pia, Isaltino, etc...) Processos como o de Renato Seabra, que não comportam quaisquer difculdades de investigação, há muito estariam julgados em tribunal e por decisão transitada.
Aliás, veja-se, quanto à celeridade da justiça, os vários anos que os tribunais ingleses levaram a decidir o caso da "extradição" de Vale e Azevedo, que, se fosse ao contrário (o caso de um cidadão cuja detenção e entrega fosse pedida pelo Reino Unido a Portugal), não demoraria mais de dois ou três meses.
E quanto á pena aplicada a Renato Seabra em comparação com a pena que eventualmente lhe seria aplicada a Portugal ou ao tempo que efectivamente cumpriria, é tempo de dar o seu a seu dono e de dizer que as leis são feitas pelo legislador - Governo e AR - e que os tribunais apenas aplicam a lei que outros fazem.
Como é tempo de dizer que quando se fala no caso "Medina Carreira" e outros como mais uma "argolada" da nossa Justiça, do que se trata é do nosso sistema de investigação criminal e da área de actuação do Ministério Público, que não tem nada a ver com os Tribunais e os Juízes que apenas julgam.