1.10.12

Vai longe

As moções de censura ao governo do Bloco e do PC, para além do ruído, apenas revelam o desgraçado irrealismo em que vivem aquelas almas. No momento em que começa uma nova sessão legislativa, esta gente resolve armar um espectáculo com cerca de três horas de duração e com desfecho anunciado. Este voluntarismo inconsequente mostra uma esquerda sem mundo, paroquial e ensimesmada, que teima em ignorar o "estado da arte" doméstico. Vai longe.

5 comentários:

Vortex disse...

os contribuintes, que lhes pagam o salário, é que 'vão longe' e a pé

mate56pg disse...

É uma moção de censura ao governo ou não será também (ou sobretudo) uma forma de criar problemas ao partido socialista?

observador labrego disse...

Pelo menos alguém está-se a a portar coerentemente e a cumprir o prometido. É pouco para a circunstâncias....

Costa disse...

Não sei se ignora o "estado da arte" doméstico, ou se é este o "estado da arte" doméstico.

De um lado uma esquerda perdida algures em 1917, em cuja essência está a destruição do modelo de sociedade que lhe dá, entre nós, uma dimensão eleitoral arrepiante (o povinho, boa gente que seja - coisa discutível - não é especialmente dado a afastar a estupidez; e quanto mais desesperado pior).

Do outro lado um governo em que, se bem percebi o que - confesso, desatento - esta manhã pude ouvir, o ministro das finanças pela terceira vez adia sem mais uma audição no parlamento.

De um lado os sovietes. Do outro um governo que não explica, não demonstra, não justifica. Adia, falta. De um lado as massas incitadas ao quanto pior melhor, à miséria não por inevitabilidade mas por projecto militante. Do outro, o desnorte.

É de ter medo, de facto, medo do que aí vem. Já não é do que "pode vir". É do que vem.

Costa

eu disse...

ao menos criam oposição a este governo desastroso e anti-social