«Como poeta Vasco Graça Moura nunca teve o reconhecimento que merecia. Por um lado porque nunca se encaixou em nenhum grupo e, sobretudo, não estava alinhado com o 'mainstream' literário português. Há mesmo muita gente que diz que nunca lerá Vasco Graça Moura devido às posições políticas que ele tomou ao longo da vida. Mas ele tinha muita consciência disso e, de certa forma, também cultivava uma espécie de solidão poética que se afirmava pela ironia, o sarcasmo, o diálogo com as tradições ocidentais (...) Acredito que agora e com o inevitável apagamento da sua voz política, a sua voz poética possa ressurgir na sua verdadeira dimensão.»
1 comentário:
Essa gente" que nunca lerá VGM" è exactamente a mesma que me obriga a ler e fazer ler aos meus alunos o "Memorial do Convento", romance de alguém que considero detestável pelas posiçoes políticas que transfere para a obra, a saber:luta de classes, ateísmo militante,arte ao serviço da revolução... enfim, a cartilha ou cassette estalinista. Este país é uma democracia muito deficiente, até no modo como trata os seus escritores.
Digamos que através dos programas escolares de Língua Materna, infelizmente ainda vigentes, os jovens são sujeitos a autênticas lavagens ao cérebro.
Enviar um comentário