
Não sei o que António Costa pensará do artiguinho perpetrado pelo dr. Soares no Público. A coisa está no registo de bom gosto "soba" do "desapareça, sr. guarda, desapareça" ou do "sei muito bem o que é os dirigentes europeus me diziam de si quando cá vinham" num debate televisivo com Cavaco Silva nas presidenciais de 2006. Com a diferença de que, desta vez, os mimos visam o actual secretário-geral do PS o qual, que se saiba, nunca fez outra coisa na vida a não ser socialista. O ódio político e pessoal que transparece das palavras de Soares não ajuda a tarefa alegadamente "unificadora" de Costa. Já não ajudava aquele cortejo de fantasmas da derradeira encarnação governativa do PS cuja longa mão parlamentar não pensa noutra coisa a não ser perpetuar-se em São Bento às costas de uma hipotética nova liderança. Alguns desses fantasmas - que passavam o tempo a sugerir que estavam "fora da vida política e partidária" - não perderam tempo a "ditar" o "programa" de Costa. A. Santos Silva, por exemplo, deve ter ficado desiludido ao constatar que o "apelo" que dirigiu a Seguro para não votar a moção do PC foi ignorado (fundamentadamente ignorado) por Costa na sua tribuna preferida, a Sicn. Tudo somado, o dr. Passos Coelho, pelo que pude seguir, fez um brilharete na discussão da dita moção. A não esquerda que o critica evidentemente não hesitará entre ele e esta assustadora trupe quando as coisas forem, de novo, a sério. Como escreve Pulido Valente também no Público, «ao mesmo tempo fora e dentro, o dr. Mário Soares organizou uma campanha de radicalismo e ódio, que impedia qualquer tentativa do PS para encontrar entendimentos parciais com o Governo ou moderar as loucuras que ele desde o princípio cometeu.» Para mais, «a gente é, em grosso, a mesma, educada da mesma maneira, com os mesmos vícios da política de café. Basta ouvir as polémicas das duas facções, invariavelmente dominadas pelo objectivo pueril de distribuir as culpas da “cisão” ou de exibir uma camaradagem pública entre indivíduos que se odeiam. A súbita aparição de Costa não irá varrer com facilidade este antro de estupidez, de ambição e de intriga.» Sobretudo se, em vez de ser ele a falar, deixar correr livremente esta traquitana vingativa e rapace.
3 comentários:
Que Vergonha! Que Hipocrisia! Este Marocas é uma autêntica Lástima! E estamos nós entregues a esta “gentinha” de 5ª categoria, sem um mínimo de educação, de valores, dum mínimo de decência e “espinha dorsal”! Um cobarde sem qualquer valor que só olha para os seus interesses pessoais e às ordens dos Aventais que, infelizmente, mandam neste pobre País há mais de duzentos anos. UM NOJO! Dá vontade de vomitar nesta gente sem qualquer vergonha!
Tenho que ser sincero, nos últimos largos e largos tempos foi o post que me deu mais alegria ler.
Ver uma pessoa da qualidade intelectual de João Gonçalves, reduzir Mário Soares ao que ele de momento é (pode ter sido outra coisa noutros tempos) ou seja um recalcado que respira ódio e mania de grandeza por todos os poros, reconforta-me, porque de maneira mais brutal e talvez mais bruta é assim que eu penso.
Se fosse um yogurte já estava retirado da prateleira.
M.S. faz lembrar o tasqueiro que quer despedir o empregado, porque os clientes acham que o vinho é de inferior qualidade.
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