«O verdadeiro problema é que a dívida pública tem continuado a crescer, que ela atingiu, segundo os últimos dados do Banco de Portugal, os 129% do PIB em 2013, e que a projecção para o ano em curso ultrapassa os 130%. Ou seja, que apesar de todas as medidas austeritárias tomadas, os resultados (com escassas excepções, como é o caso do equilíbrio da balança de pagamentos) na verdade apontam para uma evidência: que Portugal vai apenas, seja qual for a saída do programa de resgate, mudar de credores. E vai fazê-lo num cenário europeu cada vez mais ameaçado pela deflação e cuja dinâmica, no essencial, lhe escapa quase completamente.»
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