Depois de uma Cenerentola (mais conhecida pela "gata borralheira") vinda directamente de Nova Iorque para a Gulbenkian, passo os olhos pelo Público. Começa com umas páginas sobre o poder local (numa coisa temática sobre os 3 anos do "programa de ajustamento"). Vêm números, mapas e declarações. Das poucas "reformas" que o primeiro governo do dr. Passos conseguiu fazer - e mesmo esta não chegou, como devia ter chegado, às câmaras - a que tocou nas freguesias e nas empresas municipais, por exemplo, teve um rosto político, o do então secretário de Estado Paulo Júlio. Ora quem ler a peça do Público pode ficar com a "ideia" de que o jovem Leitão Amaro, o incumbente que acompanhou o prof. Maduro para as autarquias, é o principal responsável político pelo que se fez. Não é, e não se lhe conhece propriamente "obra". O mesmo se diga do sr. Machado, o presidente da Câmara de Coimbra e da Associação Nacional dos Municípios, que "recomeçou" a sua actividade enquanto munícipe e dirigente associativo apenas aí pelo terceiro trimestre de 2013. E nem sequer faltou, no dossiê, o fatal dr. Portas e o seu "guiãozinho" da capo. Entre Paulo Júlio e o jovem Amaro, Miguel Relvas foi ao BES buscar uma "tia" que praticamente nem tempo teve para se sentar à secretária. Consequentemente, resta, de facto, o "rasurado" da "história" do Público, o eng. Paulo Júlio, uma das pessoas que mais apreciei ter conhecido na minha breve incursão na Gomes Teixeira. No mesmo jornal, Vasco Pulido Valente resume indirectamente tudo isto. «As constantes querelas e contradições entre Portas e Passos Coelho, e entre os próprios ministros, criaram um clima de indisciplina, e uma suspeita de hipocrisia (e dolo, insinuam alguns), que não se recomendava a ninguém e que, pouco a pouco, carregaram o Governo com uma triste imagem de incompetência e desorientação, que não passou e não passará tão cedo.»
Sem comentários:
Enviar um comentário