14.2.14

"A falência dos socialistas europeus"


 


«Os chamados "críticos" nem têm uma alternativa consistente a apresentar (quem?, outra vez o Costa?) nem sequer se entendem num programa mínimo entre si - o maralhal que se juntou para levar Costa em ombros, e falhou, ia dos elementos mais à esquerda aos mais à direita dentro do PS, entre os quais há divergências profundas em várias matérias. Era um entendimento forjado numa pessoa, mas não num programa. Essa mixórdia de temáticas acabou tristemente num abraço cínico e num acordo de treta entre Seguro e Costa. Agora junta-se ao coro José Sócrates, que pressiona Seguro quanto ao "posicionamento" do PS para estas eleições, revela desilusão com Hollande e diaboliza Merkel - que foi a primeira pessoa que teve direito a ver o seu PEC IV, já que em Portugal foram poucos os escolhidos. Estamos em plena história da carochinha: a submissão à senhora Merkel começou com Sócrates, apesar de Passos pôr mais enlevo na coisa. E veja-se como Merkel se coligou com os socialistas alemães sem que a política europeia mude um milímetro. Mesmo que o senhor Schulz venha a ser eleito presidente da Comissão Europeia, o que acontecerá se os socialistas tiverem muitos votos em Maio, sê-lo-á com o beneplácito de Merkel. E como os socialistas deram as mãos à direita para instituir na Europa o Tratado Orçamental - um colete-de-forças que ilegaliza as políticas socialistas -, é difícil que o bom do Schulz faça muito melhor que o José Barroso. Seguro é mau, mas toda esta discussão é "poucochinha". A outra, a que verdadeiramente interessa - a da falência dos socialistas europeus -, o partido não a quer fazer.»


 


Ana Sá Lopes, i

2 comentários:

Maria disse...

É exactamente por causa disso que Mário Soares estrebucha.

 

João Vargas Moniz disse...

Sem dúvida.
A redenção virá duas gerações após o triunfo de Marine Le Pen et al.
Triunfo que, aliás, Merckl, Barroso, Passos, Portas, Seguro et. al. preparam e aplaudem.
Estarei morto, felizmente.