
Reunidos na sua fortaleza de Bruxelas, os ministros dos negócios estrangeiros da UE estavam num estado de nervos por causa do referendo na Suíça. A porta-voz do dr. Barroso apareceu a "ameaçar" os helvéticos com a supremacia "unionista" e com a denúncia dos acordos em vigor entre a UE e a Suíça. Os cantões suíços foram chamados a pronunciar-se sobre a admissão de mais imigrantes e, consequentemente, pela fixação de quotas para esse efeito. Apesar de nas principais cidades de imigração - Genebra e Zurique - a maioria dos votantes se ter inclinado para não a limitar, o resultado global do referendo ditou o contrário. E a Suíça terá de alterar a constituição em conformidade num prazo de dois ou três anos. Não é, de facto, agradável para a "ideia de Europa" este constrangimento à livre circulação de pessoas. Mas faz igualmente parte dessa "ideia" a legitimação democrática das decisões apesar da tendência crescente para a legitimação "categórica" a partir da prevalência estatutária do eixo Berlim- Bruxelas. Com tanta auto-complacência e com tanto receio das pessoas, a "Europa" arrisca-se a uma pesada derrota nas eleições de Maio. A sra. Le Pen e os "seus", espalhados por esta Europa de Cristo, agradecem.
2 comentários:
Na Suíça eles também têm problemas com os seus imigrados. No outro dia, quando passeava à beira do lago de Genebra, vi um cisne que dava de comer a um turco - Guy Bedos
Este país singular consegue colocar-se fora de tudo e abocanhar de tudo o melhor. Não vejo motivo nenhum para estarem com ataques de histeria. Basta que expliquem aos suíços o que têm a perder com o não. É que arranjar compatriotas para fazerem o que os "turcos" fazem pode sair-lhes caro e sujar as mãos e isso é coisa que horroriza um bom suíço.
"Europa" , como conceito"cultural" ou geográfico, aceita-se.
Fora isso, existem, isso sim, países europeus, com memórias e interesses históricos não exactamente coincidentes...
Uma CEE , coadjuvada por uma EFTA ( e ambas asseguradas pelo potencial militar americano) , era exequível e realista - uma "u" e é uma impossibilidace histórica.
E Junho limitar-se-à a mostrar o óbvio...
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