De acordo com o semanário Sol, "Miguel Poiares Maduro vai pedir um parecer jurídico para saber se Alberto da Ponte pode ou não ser obrigado a revelar o montante pago [a Nuno Santos]. O ministro quer perceber qual o valor juridicamente mais protegido: a necessidade de transparência na prestação de contas de uma empresa pública ou uma cláusula de confidencialidade num acordo entre a empresa e um trabalhador." Assim sendo, será preciso "somar" este parecer aos custos que o antecedem. Não seria mais prático, e politicamente mais adequado, "repensar" Alberto da Ponte? Por exemplo, o que é que justificou a sua presença na Guiné Equatorial há pouco tempo? O serviço público de rádio e televisão português? "Plataformas" e "conteúdos" para a nova e inquietante "lusofonia"? Um mistério. Poiares Maduro, na qualidade de tutela "técnica" e de "orientador estratégico" de A. da Ponte, talvez tenha respostas. Mas às vezes pergunto-me se a coisa não teria ficado mais adequada nas mãos de Marques Guedes, o ministro da presidência. Aposto que a infinita tagarelice em torno da RTP, muito em redor do ego do seu presidente, já teria terminado.
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