
Como se escreve no Público que coloca a fotografia de John Stanmayer na capa, "a imagem mostra um grupo de emigrantes africanos que, de telemóveis erguidos para o céu e à luz da Lua, tentam, a partir da costa do Djibuti, encontrar a rede somali, mais barata, para poderem falar com os familiares". Saiu na revista National Geographic e foi o Grande Prémio de 2013 do World Press Photo. Mostra, segundo o título do Público, «a dignidade dos emigrantes africanos ao luar.» Uma raríssma dignidade.
10 comentários:
Longe de mim negar a dignidade dos emigrantes, em particular a dos africanos que tanto arriscam na imigração para a Europa. Agora o que me irrita é esta demagogia (muito world press photo): ó João Gonçalves onde está a "dignidade" num tipo à procura de rede? No fazê-lo ao luar? Que bacoco.,
Bem, uma das vítimas do Meco tinha três telemóveis, sendo que um era reservado para comunicações "secretas" com a tal COPA.
Estes só têm um e parecem todos de último modelo.
Lamento que os meus caríssimos JTPimentel e FAlexandrino reduzam tudo ao que, sem pinga de interesse e de dignidade, é hoje o nosso quotidiano - metereologia, numerologia e praxes. De facto, que importância têm estes emigrantes ao pé dos lusitos (sem desprimor para os que o foram na filantrópica MP)? Amanhã já reabrem os mercados, salvo os do peixe e da fruta frescos, e há bola, nem que seja em conversa televisiva. E o relógio do outro lá estará na contagem decrescente para a digníssima redenção nacional que chega com as cerejas de Maio. Ámen.
De facto está bem expresso na foto a Dignidade. Só o ruído e a néon dos dias de hoje o não permitem ver.
Não ficava nada mal era a começar a citar a autoria das fotos que se sobem ao blogue. Os tipos das Letras têm sempre muito cuidado nas citações que fazem de textos; até têm uma fórmula para como se deve citar correctamente: Apelido, vírgula, Nome próprio, virgula....enfim um mimo. Já quanto às fotografias, é tudo nosso...
Eu, por mim, encontrei dignidade.
Aliás, encontrei dignidade na foto e na publicação de comentários em que não me revejo e que não publicaria.
Faz-se aqui uma curiosa diferença entre um "déspota pretensamente iluminado" ou um "iluminado alegadamente déspota" e um "liberal alegadamente diletante", ou um "diletante alegadamente liberal".
Não sei, hoje estou esmagado por um Vasco Pulido Valente cínico na análise, hipócrita na dúvida, realista na resposta.
E é assim. Vamos andando a caminho de sabe Deus de quê, sabe Deus com quem, sabendo apenas ao certo que não esquecemos nem perdoamos.
Se calhar, o "inferno" espera-me.
han? perguntam-lhe o que quer dizer com a única coisa que está no seu post que não é citação - a repetição de que há dignidade, com o acrescento de "raríssima", e essa singela e legítima questão (como assim, em que medida é que a fotografia revela essa dignidade?), própria de quem lê com interesse e parte do princípio que Vc não se limita a juntar letras, e, portanto, quando não percebe (dá mesmo para perceber, não é só uma frase preguiçosa sem sentido nenhum?), não admira que se pergunte que raio quer dizer com a "raríssima dignidade" (é raríssima porque estão ao luarcom um telemóvel, é isso? ao contrário das outras dignidades, menos "raríssimas")
Muito obrigado.
As fotos ultra premiadas raramente me comovem e também bastas vezes acaba por se verificar que a manipulação juntamente com a sofisticação das máquinas estão por trás de um grande "boneco".
Este é sem dúvida uma bela imagem e aparentemente o feliz fotógrafo está sentado na areia para dar melhor enquadramento.
Nunca me esqueço de um momento do filme "Accidental Hero" com Geena Davis em que o operador de câmara que a acompanhava ao filmar o acidente de avião vai murmurando para ele próprio (cito de memória) "que bom enquadramento, agora fazer um zoom e focar aquela labareda".
É isto.
Meteorologia
A foto é, em si, uma escabrosa representação da esperança da humanidade na humanidade!!
O ponto essencial, o da dignidade putativa, reside na ideia de que um bando de homens desesperados, nómadas esvaziados de toda a animação, animalizados de berço e pelas circunstancias da odisseia, dizia...como podem estes homens, certamente desalmados pela provação, encontrar sensibilidade de alma para contactar família, amigos ou quem quer que seja, como podem, ainda, estes homens ter sentimentos!!?? Esta é a matéria, verdadeiramente, desconcertante e que, a cores, lá se traduz por dignidade!! Não sabia é que a Somália tinha rede de telemóvel, estranho!! Mas a realidade a que alude a foto é, sobremaneira, plausível!!
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