17.2.14

A fazer história, contando outra

«Portas irrevogavelmente ficou, Gaspar irrevogavelmente saiu. Mas se há algo que Gaspar quer deixar irrevogavelmente impresso na mente do leitor [do livro Vítor Gaspar por Maria João Avillez] (sem nunca o dizer) é que ele ganhou e Portas perdeu. Porque Maria Luís Albuquerque ficou e as políticas que ele defendeu continuaram e as políticas que o Portas que ficou no Governo queria não vingaram. O título de vice-primeiro-ministro é uma vitória de Pirro, o caso de um homem despojado do seu poder e a quem foi entregue um espelho e um palácio onde ele, paradoxalmente, aparece investido de grande poder.» (Miguel Gaspar, Público). Não é bem assim, como escreve o Miguel (o referido, até por causa do relógio, é muito dúctil com calendários eleitorais como se tem visto e se verá cada vez mais e com mais "precisão"), mas na apresentação do livro de M.J. Avillez com Vítor Gaspar, amanhã, será porventura mais interessante recensear as ausências do que as presenças.

2 comentários:

Comandante Matos disse...

Cala-te, filho da puta.

npcmarques disse...

Sobre a recensão, não sei se ela será útil para alguma coisa visto que sempre me pareceu que o lado "laranja" do actual governo nunca ligou muito a símbolos. Aliás, um dos seus males reside precisamente aí, visto que, entre outras coisas, deixou o palco limpo para a mise-en-scène dos nossos outros, irrevogáveis, amigos. Mas fale quem sabe e ache que deva.