10.2.14

Um belo retrato

De acordo com os jornais, o Estado "apostou" cerca de 650 mil euros em escritórios de advocacia por causa dos "swaps", o gabinete do senhor PM "acomodou" 25 mil em "aparelhagem" telefónica, o Tesouro ("história" antiga) "investiu" 150 milhões no arquivo da RTP - embora a coisa tivesse sido levada nas contas da empresa à conta da amortização de um velho empréstimo, razão pela qual a "história" de vez em quando volta -, o Governo, segundo esse "grande vendedor de Portugal" (Pedro Reis dixit) que é o dr. Portas, não recua na "factura da sorte" que toma por uma ideia "simpática" (e que porventura o entreterá quando fechar o relógio do Caldas em Maio) e o dr. Seguro verbera o dito governo por causa do litoral devastado. Por outro lado, não há dinheiro para bolsas de investigação para os autoctónes mas o fatal dr. Lomba quer "atrair" congéneres estrangeiros a troco de "vistos Gold" do supra citado "vendedor de Portugal". Tudo junto, é um belo retrato. De uma república das bananas.

6 comentários:

Justiniano disse...

Meu caro, não agrave tanto com os 150 milhões à conta do arquivo RTP, pois que, trata-se de património cultural de Portugal, classificadíssimo, um acervo singularíssimo, inexportável!!

Pedro disse...

O tipo dá tudo e um tostão para não largar o pote e o penacho:

http://www.publico.pt/politica/noticia/portas-elogia-em-madrid-simplex-de-socrates-1623087

José Machado disse...

Aceito sempre a leitura dos seus textos como desafios à minha reflexão e por isso aqui vai mais uma: por mais que use textos de Jorge de Sena a insultar-nos poética e razoavelmente e por mais que faça a crítica ao país das bananas que parecemos ser, já reparou certamente que nada muda, nem nada faz mudar, a não ser o estado de espírito dos seus apaniguados (as chocas do touro, numa comparação muito nossa); por cada crítica que você faça nesse sentido e que o Jorge de Sena fez e outros fizeram, há dez portugueses a prevaricar ainda mais. Não é por esse lado que nos corrigiremos, ninguém lá vai pelo insulto, que se aceita todo no plano literário e por aí se fica. Se cada professor (e eu sou professor) ensinasse divulgando e insistindo nas críticas mordazes que já nos fizeram nossos ilustres, nada se estaria a ensinar de positivo, apenas exercícios de estilo. Nós temos de nos superar pelo exemplo e pela positividade, pelo conhecimento e pela criatividade de propostas. Começo a pensar que você não sai mesmo da caverna em que se concebeu, o portugal dos pequeninos, por mais que o queira atirar aos outros.

Carlos Vargas disse...

DESCONSTRUIR É TRANSFORMAR

A rapaziada aventureira que se instalou no poder trata o indigenato com recurso, precisamente, ao mito da "positividade" construtiva que José Machado ensina. Já todos vimos o resultado. Eu estou do lado da acção de críticos mordazes como João Gonçalves. Pode crer que essa mordacidade é mil vezes mais positiva do que a "positividade" que V.Exa. propõe. Porque desconstrói e transforma.

José Machado disse...

Carlos Vargas, não confunda a positividade enquanto postura ética e crítica com a positividade que o Governo recomenda, que eu também não confundo o bota-baixismo e a mordacidade com a desconstrução crítica; o resto são afirmações de fé, siga com elas para diante. O que importa verificar é se a tal desconstrução de que fala não é mais do que a frustrada reacção de superioridade de quem já abdicou de governar e, a pretexto de criticar quem governa, não sai da lamentação continuada. Uma perspectiva positiva parte deste pressuposto: chamado ao governo da república, o caminho a seguir é....

Octávio dos Santos disse...

Não é só por causa dos quadros de Juan Miró que este país é, tem sido, uma república das/dos bananas. É-o, principalmente, por aceitar uma «ortografia» inventada por pervertidos. E por subsidiar abortos (mais de 100 mil nos últimos anos, um autêntico genocídio). E por gastar mais numa estação de televisão do que em todo o orçamento para a cultura. E por ter nacionalizado um banco privado, o que custou milhares de milhões... aos contribuintes. E por...