Na véspera da assinatura do acordo entre o PSD e o CDS para as eleições europeias, o senhor vice PM apareceu, rodeado por três estimáveis pessoas, para anunciar novo "sucesso". O décimo primeiro, para ser mais preciso, correspondente à penúltima avaliação da troika. Fora alguns aspectos de recorte puramente carnavalesco, o que fica do não dito é bem mais relevante do que foi falado sem o conhecimento prévio dos parlamentares da maioria (que, até ao momento em que escrevo, não reagiram). E o não dito - e apenas aflorado pela ministra das finanças que, por natureza, não é dada a "números" a não ser os propriamente ditos - é que só nas vascas das ditas eleições europeias, entre Abril e Maio, se conhecerão as contrapartidas austeritárias (para o ano corrente e seguintes) do décimo primeiro "sucesso". Por mais que tentem o contrário, Paulo Rangel e os candidatos do PSD e do CDS vão emergir como os "homens de palha", os rostos a sufrágio em Maio, deste "sucesso" celebrado pelo talentoso dr. Portas que engoliu em seco, ao lado de Maria Luís Albuquerque, a previsível não redução de impostos, com ou sem "comissão" do IRS. As coisas são o que são.
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