
Enquanto adepto de um regime presidencialista, na linha da V República francesa, confrange-me que (e as sondagens valem o que valem) a popularidade do titular do cargo de Presidente da República - e deste, em especial, por razões minhas de sempre - esteja como aparentemente está. É verdade que o sistema constitucional não ajuda como se demonstra no livro de Santana Lopes. É verdade que os tempos não ajudam justamente quando mais precisam de ajuda. Mas é igualmente verdade que o país, pelos vistos, já não se satisfaz apenas com o chamado "poder da palavra".
2 comentários:
exmo Sr João Gonçalves. Sou desde há muito tempo seguidor atento das suas palavras. Concordo imensas vezes. Quanto ao que hoje refere sobre o actual titular da Presidência da República, não o acompanho, na medida em que me pareceu que lhe faz alguma pena o "score" que ele tem. Não é aqui o lugar para falar disto, mas tenho pena de não poder aprofundar. Continuarei seu seguidor atento. Com os melhores cumprimentos. António Cabral
Pois!
Estou farto de fazer notar que estamos a caminhar neste sentido, com este PR .
Julgava que ele tinha aprendido alguma coisa com o Mestre Mário Soares, que com, basicamente, a mesma Constituição, soube marcar a sua acção e posição.
Infelizmente não! o desejo de uma Assembleia, um Governo e um PR , deu:
- Uma maioria de louvaminhas e obediente ao governo, sem sentido critico;
- Um governo, aparentemente tonto, mas que segue uma linha bem definida de empobrecimento do Trabalho, considerando que é já muita sorte tê-lo, e que terá de pagar as burrices do Capital, em nome da estabilidade do sistema financeiro, e com laivos de "minino bem comportadinho", para receber uns caramelos de Badajoz da ti Troika;
- Um PR abúlico e omisso, quem nome duma estabilidade, só age pressionado, e se mete em absurdos, como o Regimento dos Açores, as escutas, etc
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