10.5.13

O declínio do "poder da palavra"?


 


Enquanto adepto de um regime presidencialista, na linha da V República francesa, confrange-me que (e as sondagens valem o que valem) a popularidade do titular do cargo de Presidente da República - e deste, em especial, por razões minhas de sempre - esteja como aparentemente está. É verdade que o sistema constitucional não ajuda como se demonstra no livro de Santana Lopes. É verdade que os tempos não ajudam justamente quando mais precisam de ajuda. Mas é igualmente verdade que o país, pelos vistos, já não se satisfaz apenas com o chamado "poder da palavra".

2 comentários:

António Cabral disse...

exmo Sr João Gonçalves. Sou desde há muito tempo seguidor atento das suas palavras. Concordo imensas vezes. Quanto ao que hoje refere sobre o actual titular da Presidência da República, não o acompanho, na medida em que me pareceu que lhe faz alguma pena o "score" que ele tem. Não é aqui o lugar para falar disto, mas tenho pena de não poder aprofundar. Continuarei seu seguidor atento. Com os melhores cumprimentos. António Cabral

observador labrego disse...

Pois!
Estou farto de fazer notar que estamos a caminhar neste sentido, com este PR .

Julgava que ele tinha aprendido alguma coisa com o Mestre Mário Soares, que com, basicamente, a mesma Constituição, soube marcar a sua acção e posição.

Infelizmente não! o desejo de uma Assembleia, um Governo e um PR , deu:
- Uma maioria de louvaminhas e obediente ao governo, sem sentido critico;

- Um governo, aparentemente tonto, mas que segue uma linha bem definida de empobrecimento do Trabalho, considerando que é já muita sorte tê-lo, e que terá de pagar as burrices do Capital, em nome da estabilidade do sistema financeiro, e com laivos de "minino bem comportadinho", para receber uns caramelos de Badajoz da ti Troika;

- Um PR abúlico e omisso, quem nome duma estabilidade, só age pressionado, e se mete em absurdos, como o Regimento dos Açores, as escutas, etc