
Paula Teixeira da Cruz, ontem, no Parlamento, saudou a posição dos deputados sobre a co-adopção. E explicou que a questão da "adopção plena" é, em certo sentido, uma falsa questão quando colocada em função, não da situação das pessoas que pretendem adoptar, mas de opções da vida pessoal dessas criaturas. Ora é precisamente a boa prova dessa situação - que é, afinal, o que tutela adequadamente os interesses das crianças - que deve prevalecer e não "julgamentos" directos ou indirectos sobre a vida de cada um. Bem, portanto, a ministra da justiça e mal aqueles que, por portas travessas, já andam a tentar reverter o resultado final à conta de aritméticas intelectualmente albanesas, alheios a qualquer consideração sobre a felicidade ou o bem estar dos outros. Uma democracia liberal tem de o ser desde a raíz das coisas e não apenas para "liberalizar" objectos e abstracções.
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portas travessas
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