
Passei ontem o dia na Madeira com o ministro da Economia. Assinalo que, salvo erro, e tirando a presença de Paulo Macedo na ilha no auge do problema do dengue, não me recordo de, nestes quase dois anos (e a não ser a título partidário), mais algum membro do Governo lá ter estado. A Região Auónoma da Madeira - e as autonomias regionais em geral - é um dos poucos bons exemplos da maturidade institucional do regime. Quem conhecia a Madeira antes da autonomia e a visita hoje, percebe porquê. Os encontros de trabalho e os contactos com empresas e empresários locais evidenciaram que nunca a coesão nacional foi tão necessária. Não a retórica ou a do "consenso" mole, mas a que se dirige às pessoas, à qualidade da vida das pessoas. Só faz sentido andar na coisa pública para as puxar para cima. Aqui como nas Regiões Autónomas ou no interior. Quando saí de Lisboa, ainda escutei na rádio o comunicado "branco" da reunião do Conselho de Estado e li que o Papa terá perpetrado um exorcismo. Os trabalhos de mais de três décadas de Alberto João Jardim em prol dos seus - que são os nossos, convém recordar -, mesmo com todos os incidentes de percurso, interessam-me mais do que a frivolidade política doméstica permanente ou as minhas eventuais desilusões "espirituais". Procuro funcionar com realismo e alguma desesperada esperança. Regresso sempre limpo do Funchal.
Foto: Jornal da Madeira
1 comentário:
Em 1974/75 conseguimos integrar 500 mil retornados beneficiando do seu empreendorismo e iniciativa.
Não será possível revisItarmos esse tempos ... o IARN e o IFADAP ... e com essa experiência integrarmos 500 mil desempregados...
Há quarenta anos os meios eram possivelmente mais reduzidos e as necessidades muito mais exigentes...
500 mil pessoas, famílias desintegradas social e economicamente...
hoje temos desempregados:
profissionais qualificados , gestores experientes, jovens qualificados com cursos superiores das nossas escolas, instalações industriais desaproveitadas...
Não será muito mais fácil que há quarenta anos ... não é necessário criar novas estruturas temos o IEFP e os diferentes programas de apoio á economia... basta dinamizar
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