4.5.13

Eleições?

«No meio da confusão e da angústia a que nos levaram, um grupo de iluminados (ou de loucos) resolveu pedir eleições como se elas fossem uma infalível panaceia. As divisões no PS e no PSD bastariam para desaconselhar uma aventura dessas. O caos político sobre o caos vigente não seria um acidente menor e temporário, que passaria depressa e entretanto talvez conseguisse clarificar as coisas. Seria a consumação final da irresponsabilidade com que a nossa miserável classe política tem governado Portugal desde 1976. Primeiro, abria a porta a uma agitação de que não se podem prever as consequências. Segundo, talvez dividisse o PS e desfizesse o PSD, entregando o governo a uma qualquer quadrilha de megalómanos, sem experiência nem qualificações. Numa situação destas, o dr. Cavaco com certeza que se demitiria e correria para a Coelha. E o país depressa ficaria na mais abjecta pobreza. Passos Coelho não vale um suicídio colectivo.»




Vasco Pulido Valente, Público

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