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9.12.11

LATITUDES


Ouço o tonitruante dr. Jardim, num evento de bola regional, afirmar só querer saber dos madeirenses e de mais ninguém de "outras latitudes". Francamente, dr. Jardim. Então já imaginou se, de repente, deixassem de aterrar aviões no Funchal, idos de "outras latitudes", designadamente de Lisboa, carregados de gente disposta a gastar algum aí nem que fosse para contemplar bovinamente os seus quase 3 milhões de euros de luzinhas e de fogo de artifício? Valerá a pena?

22.11.11

"CIRCENSES" SEM "PANEM"

Não acompanho a Suzana Toscano nisto. E não, não é «a prova provada de que aquilo na Madeira é tudo um disparate de despesa deitada à rua». Ou que não se trata de um «investimento» no turismo local. Será despesa e porventura de investimento. Mas a circunstância favorece a manifesta obscenidade da dita despesa e do dito investimento (arrematado pela maravilhosa via do ajuste directo) dado o que espera (e se espera da) Madeira no curto e no médio prazo. A Suzana imagina o que se diria e escreveria se, por exemplo, o primeiro-ministro decidisse mandar erguer uma árvore de natal de 30 metros de altura, em São Bento, toda iluminada, ou sugerisse 15 minutos de fogo de artifício a partir do Jardim da Estrela para consolo dos turistas amantes da Lisboa do eléctrico 28?

21.11.11

UMA OBSCENIDADE

Deus sabe como gosto da Madeira e do Porto Santo. Mas três milhões de euros para fogo de artifício e decorações de natal é, nas actuais circunstâncias do país e da Região Autónoma em especial, pura obscenidade.

9.10.11

O DIA SEGUINTE


O PSD obteve esta noite nova vitória eleitoral após as legislativas de Junho último através da maioria absoluta de mandatos alcançada pelo PSD/Madeira no parlamento regional. No conjunto, os partidos que sustentam o Governo da República alcançaram um excelente resultado na Madeira enquanto o PS entrou em puro descalabro, caindo para um triste terceiro lugar. Estes resultados implicam grandes responsabilidades para o futuro Governo regional liderado por A. J. Jardim. Parabéns aos portugueses da Madeira. E um abraço amigo para o Guilherme Silva, um grande patriota.

7.10.11

MADEIRA FOR ALL SEASONS



Aqui. O serão de domingo vai ser muito divertido. Para compensar o day after.

2.10.11

OS NEO-MADEIRENSES

Felizmente apenas cinco dias úteis nos separam do fim da campanha esquizofrénica para as eleições regionais na Madeira. Não da que corre lá - que é do exclusivo interesse dos madeirenses, tão esquecidos no meio de tanta tagarelice - mas da que corre de lá para cá e de cá para lá.

23.9.11

O PAU QUE BATE

«Não haja dúvidas de que aquilo que se verificou nas contas públicas da Madeira é reprovável. Vale no entanto a pena perguntar se é muito diferente do que se faz no país em geral. No essencial, o que o Governo regional fez foi gastar sem orçamentar. Mas, vendo bem, o que significa então a sistemática suborçamentação do Serviço Nacional de Saúde? No início de todos os anos é-lhe atribuído um orçamento. No final, esse orçamento é ultrapassado em muito, tendo de ser coberto com receita futura. O que representam as Parcerias Público-Privadas senão gastos não orçamentados que terão de ser pagos depois? O que é a miríade de empresas públicas e fundações cujo único propósito é desorçamentar, isto é, retirar gastos do orçamento agora, reaparecendo mais tarde sob outras formas? Acresce que Alberto João Jardim governou como toda a gente governou em Portugal: grandes projectos, muitas estradas e despesa social - a Madeira tem bons serviços de Educação e Saúde. Este pau que bate na Madeira é, afinal, muito carunchoso.»

Luciano Amaral, CM

16.9.11

EM POUCAS PALAVRAS

«Não deixa de ser pertinente que seja um Governo do PSD a revelar o descalabro financeiro escondido da Madeira. Revela uma independência rara neste país.»

Maria Teixeira Alves, Corta-Fitas

29.8.11

O PASSIVO E O PASSADO


António José Seguro apareceu ontem na Madeira, envolto em nevoeiro, e perguntou pela "irresponsabilidade" financeira local. Quem é que a paga, questionou o secretário-geral do PS. Não faz mal em perguntar embora a dívida da Madeira deva ser a única pela qual o seu partido, em quinze anos com uma leve intermitência de três, não é o principal responsável.

20.4.10

OUTRA COMÉDIA

Por falar em comédia, o que se passou no Funchal, no domingo, entre Alberto João Jardim e José Sócrates dá razão àquela frase muito batida. A história, privada ou pública, acontece primeiro como tragédia e depois como comédia.

21.2.10

DESNECESSÁRIO

Sou insuspeito de anti-jardinismo. Todavia, pareceu-me deplorável que Alberto João Jardim tivesse pedido aos jornalistas que evitassem "especulações" e "dramatizações lá para fora", e que fossem "discretos" nos relatos da tragédia para não prejudicar... o turismo. As "especulações" e a "discrição" são a catástrofe natural, destruição do terreno, de bens e de vidas à vista de todos. Até dos turistas que continuam por lá às fotos. Era desnecessário.

20.2.10

TUDO IR MORRENDO


Para quem já subiu e desceu, a pé ou de carro, aquelas ruas laterais às três ribeiras que desaguam no coração do Funchal, dói ver aquela estupidez de água, lama e pedragulhos. Dói ver lugares que associamos a vida, sol e alegria, a tempos melhores e a amigos, assim. Há um título de Vergílio Ferreira, pouco conhecido, que podia somar isto com uma serenidade plausível. Onde tudo foi morrendo. Esta é a única conspiração séria da vida. Tudo ir morrendo.

SAUDAÇÃO


Fica bem ao primeiro-ministro deixar-se de reuniões partidárias autocomplacentes e ir à Madeira como decidiu. Finalmente um módico de sentido de Estado a saudar.

26.1.10

SEM DESCULPAS

Um pouco na sequência do post anterior, constata-se que o CDS, sempre na peugada do PSD (e do governo), também vai apresentar duas tretas quaisquer sobre a lei das finanças regionais. Pela voz da dra. Cristas (a nova Teresa Caeiro do dr. Portas em versão quinhentas vezes mais ambiciosa), ficou a saber-se que «pensamos (pensa ela) que não são devidos à Madeira quaisquer montantes a título retroactivo.» Por acaso pensa mal mas alguém lhe explicará porquê. Depois, como ganharam uns votinhos nos Açores, a dra. Cristas quer «que os Açores não fiquem prejudicados com qualquer alteração legislativa» e, à falta de uma "iniciativa", junta duas para a gente não se esquecer que existem. Todavia, insuflar a questão "finanças regionais" nesta altura do campeonato - seja por causa da Madeira, seja por causa dos Açores - é um manifesto disparate que o país não entenderia e que Sócrates iria explorar à exaustão. Nunca pensei escrever isto, mas deixem-no trabalhar sem desculpas.

8.9.09

O BAILINHO



Quando se fala - em permanente estado de má-fé ignorante de quem nunca lá colocou os pés - de Jardim (até o beto Silveira foi retirado ao jazigo de família para debitar umas trivialidades "correctas" sobre o assunto), esquecem-se que existe um César nos Açores. Pequenino, mas césar. Todavia, ambos - César e Jardim - foram escolhidos pelo "povo". Jardim, aliás, há mais de trinta anos com sucessos palpáveis elogiados publicamente pelo socialista açoriano Jaime Gama que, imagino, perceberá qualquer coisa de regiões autónomas e de democracia. Não gosto de César nem um bocadinho. Mas vou "bater" no povo dos Açores por causa da legitimidade política que lhe deu? Não sejam tão previsivelmente imbecis.

Clip: Amália Rodrigues, "Bailinho da Madeira". Orquestração de Jorge Palma.

6.11.08

NÃO EXAGERAR


Um deputado regional da Madeira - com uma figura que parece retirada de um filme de Nani Moretti - andou pelas tribunas a distribuir cravos vermelhos. Finalmente, puxou de uma bandeira nazi e comparou os seus pares do PSD local aos antigos portadores do referido estandarte. Foi suspenso (como? por quem?) do mandato e hoje os "seguranças" da Assembleia Regional da Madeira impediram-no de entrar nas instalações. A maluquice do homem e o ridículo da cena que protagonizou não podem ser substituídos por gestos equivalentes de sentido contrário. No "antigamente" contava-se que havia uns maluquinhos que se passeavam em frente do famoso edifício da António Maria Cardoso, aos insultos, à espera de serem presos. Convém não exagerar.

Adenda: A Madeira até pode ser uma "república das bananas". Mas o "continente" não é menos. Há já gente a pedir a intervenção do PR por causa do maluquinho e dos maluquinhos que o suspenderam e aos trabalhos da Assembleia Regional. Tudo tão convenientemente óbvio. Tudo tão pequenino.

1.8.08

AUTONOMIAS, EXCESSO E RAZÃO

«Ao contrário da opinião dominante, entendo que a questão do Estatuto dos Açores não é uma questão de lana caprina. Era necessário que o Presidente pusesse termo à inaceitável complacência com que até agora os presidentes da República têm pactuado com todos os excessos autonomistas.»

Vital Moreira, in Causa Nossa


«Só num país politicamente muito degradado é que o equilíbrio dos poderes não é um "assunto de grande importância", e a sua modificação pela calada, como neste caso, não causa preocupação. Num tempo de incerteza, é ainda mais importante ter certezas em relação às regras e aos procedimentos ao mais alto nível político. O Presidente teve razão.»

Rui Ramos, no Público

30.7.08

A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR


O Tribunal Constitucional deu razão a Cavaco em oito das treze "dúvidas" levantadas sobre a revisão do "estatuto" dos Açores que agora volta para trás para ser "emendado". Pouca gente deu por isso - o tradicional contingente de virtuosos sempre atentos aos "excessos" de Alberto João Jardim tende a esquecer-se do Sr. César - mas o PS regional não poupou o presidente da República por causa da devolução do "estatuto", enchendo os jornais regionais de comunicados estilo finis patriae e com o próprio César absoluto a dar entrevistas tremendistas e ameaçadoras à RTP Açores que não mereceram um pio dos moralistas anti-Madeira. Percebe-se a histeria do Sr. César. Tem eleições à porta - que, aliás, ganhará tranquilamente - e pretende aparecer como o novo herói da autonomia açoriana hipoteticamente "ameaçada" pela vigilância constitucional. Satisfeito com os dinheiros da República que o beneficiam em relação à Madeira, César usa a retórica política para mostrar músculo e "diferença" usando como pretexto o "estatuto". O poder de César e do PS nos Açores é tão "total" como o de Alberto João e do PSD na Madeira. É só dar uma voltinha pelas ilhas. A diferença é que ninguém fala de César por cá. O outro é um "palhaço", um "fascista", um "chantagista", um isto e aquilo. César não é nada quando, tipicamente, é um puro representante do regime. É, pois, tempo de reparar em César. A César o que é de César.