É a segunda vez em menos de dois anos que o jornalista Mário Crespo se vê privado das crónicas que escrevia em jornais. Em 2010, aconteceu-lhe isso no Jornal de Notícias. Agora foi a vez do Expresso o que motivou uma gigantesca "nota da direcção" em dezoito (18) pontos. Por doze desses pontos, a referida direcção pediu ao jornalista que "alterasse o seu texto" (13º). No 14º ficamos a saber que Crespo "mantinha integralmente tudo o que tinha escrito". A seguir, 15º ponto, o Expresso - nas pessoas de Ricardo Costa, Nicolau Santos, João Garcia, João Vieira Pereira, Miguel Cadete, Marco Grieco e com a "unanimidade do conselho de redacção" (18.º ponto) - jura pela sua "larga tradição de permitir aos seus colunistas que critiquem o jornal". Todavia, e uma vez que o citado Crespo alegadamente ignorou "factos", manteve "falsidades" e tomou o Expresso por "um blogue de maledicência e arruaça", capaz de ter um comportamento "deplorável" (coisa - o comportamento deplorável - que toda a gente no Mundo e arredores sabe que o Expresso é incapaz de ter), aquelas entidades (da direcção e do conselho) consideraram estar o homem de "má-fé" e de exibir, não uma "deslealdade" qualquer mas uma "deslealdade surpreendente"(16.º). Vai daí, Crespo foi "libertado" da "colaboração com um jornal que, pelos vistos, tanto o desaponta" e que, por consequênca e 17º ponto, prescindiu das suas crónicas. Nunca aqui perdi tempo em gentilezas com Mário Crespo. E, muito menos, com o Expresso que não me inspira o menor temor reverencial apesar destas impressionantes 18 "teses". Por isso sinto-me perfeitamente confortável em registar, sem comentários, um episódio apenas infeliz.
4 comentários:
Respeitinho, Dr. João Gonçalves! Respeitinho!
Não li o Expresso esta semana.Apenas tenho o da semana passada e mal lhe peguei,irei ver se está aí a crónica do expressado descontentamento...mas, ao que parece, mostra o Expresso a sua cada vez maior utilidade, papel para embrulho e auxiliar nas bricolages. Ainda bem.
Há bastante tempo que o Expresso me desagradava, muito distante do de outros
tempos, de outros directores, passei a comprá-lo de vez em quando. Quando aderiu ao AO deixei de o comprar de todo.
Li o expresso desde os seus primeiro números até ao dia que AJS deixou a sua direcção.Já algumas vezes tenho referido a bondade do seu fundador,mas sempre com a preocupação de que não venha a ser vitima da mesma.
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