15.3.12

Um serão português

Ligo a televisão. Passam cerca de 15 minutos das 22 horas. Nos três canais de notícias por cabo comenta-se a bola com a sofisticação intelectual de uma noz. Mudo para o segundo canal generalista da RTP. O telejornal está a ser dirigido pela competente Sandra Felgueiras. Vejo Álvaro Santos Pereira no Parlamento e admiro-lhe a seriedade e a combatividade políticas que surpreendem o adversário, o verdadeiro "elo mais fraco", ali, diante dele, cercado pelos seus herdados inimigos internos. O ministro da economia trabalha mesmo, não exibe "corninhos" com as mãos na direcção dos deputados. Passaram mais uns minutos e, nos canais de notícias por cabo, persiste a triunfal demonstração da derrota do pensamento. E o meu respeito por Álvaro Santos Pereira - por pessoas autênticas como Álvaro Santos Pereira - aumenta.

5 comentários:

Vortex disse...

via-se o desconforto instalado na bancada da rataria.
esperavam bater, mas
'levaram na lombeira'

josé sequeira disse...

Chapeau!

Anónimo disse...

O problema com Álvaro Santos Pereira é o mesmo das santificadas ameaças de Otelo à nação, da vida descansada, faustosa e luxuosa de José Sócrates em Paris, dos processos "Emmental" recortados à tesoura pela justiça, do tratamento de ridicularização (senão quase humilhação) a que são submetidas pessoas que vêem, prevêem e avisam, como Medina Carreira ou Manuela Ferreira Leite, de um Vale e Azevedo que, coitadinho, está falido, segundo um papel. É um problema só: nós estamos em acelerado e avançado processo de decadência, de distração organizada para cegar, mentalmente atrasados de séculos em relação ao centro da Europa, convencidos de que não, sem referências, sem bases éticas, sem moral, sem vergonha, descarados e sem cultura de história que nos permita sequer perceber que o caminho de destino que estamos a traçar já conduziu outros povos à desgraça. Quanto à política, das últimas horas guardo e recomendo o espectáculo de António Costa na Quadratura, com um excelente número de contorcionismo, na forma de explicação do significado do artigo da constituição invocado por Cavaco Silva no Roteiros, para que tudo encaixe direitinho e perfeitamente numa não violação da constituição. É um prazer ver a capacidade de elaboração e o desprendimento das grandes cabeças da República. Desconfio que não tarda e, olhando para trás, teremos saudades do dia de hoje.

Isabel Metello disse...

A mediocridade que deveria ser encarcerada nas catacumbas do Convento de Mafra, para fazer valer o mito urbano (ou não :), pois odeia a Excelência e o Real Mérito, sendo o real cancro deste país!- passam-se quando se deparam com quem se lhes distingue! Então, quando o Ministro das Finanças fala naquele tom tão Zen e Educado, as marias peixeiras caem da soca! Até se lhes cheira o ódio no olhar! Quanto ao Ministro da Economia, trata-se de um choque cultural explícito- nunca gente tão afoita à estéril reunite aguda e à formalidade burocrática obstaculizante aprecia a eficaz informalidade Educada desconcertante, pois esta é um espelho da sua inépcia!

PALAVROSSAVRVS REX disse...

Desde cedo percebi em Álvaro um sentido patriótico absoluto e indeclinável que o 'elo fraco' socialista nunca poderá compreender, salvo se se dissolver, acabar, porque dissoluto já ele é.