5.3.12

Irrecuperável

A política não se compadece com estados de alma. Mas, para haver nela alguma grandeza, é preciso estar na dita com um módico de dignidade. Olho para Álvaro Santos Pereira e vejo isso. Leio o que alguns dizem dele, sobretudo na chamada opinião que se publica, e vejo estrumeira moral. Esta, sim, é irrecuperável.


 


Adenda (de um leitor): «Ontem na SIC houve um espectáculo de enchimento de alheiras com MST no noticiário da noite, sobre Álvaro Santos Pereira. Um penoso espectáculo de amplificação e multiplicação de coisa nenhuma. Uma fotografia do estado sedento e piroso-espectacular a que a informação chegou. Começo a ter saudades do Cunhal e das suas cassetes.»

4 comentários:

adelina galo disse...

concordo. o que se escreveu corresponde à verdade.

S.Guimarães disse...

O que esperavam de MST ? Aquele cérebro é composto de coisa nenhuma.

fado alexandrino disse...

Gostei de MST ontem na Sic.
Assertivo declarou que deve haver um prémio pela assiduidade e que quem não falta nem mete baixa deve ter um ou mais dias de férias além das normais.

Isabel de Deus disse...

Os media órfãos do socretinismo especializam-se agora na criação de "não factos"e exploram esse nada até à (nossa, se os aturarmos) exaustão. Triste país este em que nem perante a tragédia de tantos se assiste a um mea-culpa, a um propósito de emenda,
por parte daqueles que por acção ou omissão nos lançaram na bancarrota.
E, se quisermos buscar factos tristes para quem ama a sua pátria e a sua língua, vamos buscar o triste artigo de FJV no Expresso (no Expresso, meu Deus, no Expresso!) suprimindo a esperança que anteriormente tinha lançado sobre o fim do aborto ortográfico. Seria bem melhor que entregassem o assunto a Graça Moura que o conhece a fundo e não se contradiz.