A mitologia da "competência técnica" tem servido um pouco para tudo num regime demasiado autocomplacente como o nosso. A mesma mitologia pode ser aplicada à política. Por exemplo, não se pode dizer que Sócrates tivesse sido tecnicamente incompetente enquanto político até sensivelmente um ano atrás. Ou que um presidente de uma instituição universitária que anda a "reformar" o Estado a mando de governos distintos, à conta da sua "competência técnica", seja anódino politicamente a partir do momento em que é rotulado de "independente". Teixeira dos Santos, ministro das finanças durante os últimos seis anos, junta um pouco desta parafernália epistemológica na sua gloriosa pessoa. Penso que basta a reflexão do Gabriel Silva para ponderar "tecnicamente" Teixeira dos Santos enquanto putativo dirigente de uma instituição (que tutelou por via de uma golden share), sabendo-se que "politicamente" é sempre possível tudo e o seu contrário.
1 comentário:
Dizer que o Eng. Sócrates até foi um bom pol
itico, diz tido sobre a concepção da política, enquanto acitivdade. Então a política não é a arte de melhor conseguir o bem comum? como pode dizer-se que um aarivista/accreirista/interesseiro e inculto foi um bom político ?
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