A noite passada, pela primeira vez, assisti na RTP1 a um episódio da saga "dr. Mário Soares ortónimo". A conversa é a de sempre e os ódios de estimação também. Delicadamente havia "gajos" a torto e a direito e o actual PR, tido pela veneranda figura como "intratável", era "o" Cavaco, uma designação em que o artigo definido, como se costuma dizer, constitui todo um programa. Em menos de 48 horas, a RTP1 elegeu o dr. Soares como seu factotum. Primeiro numa "gala" inqualificável e, depois, nesta série autocomplacente. Há um limite para tudo. Nem que seja o elementar do bom senso e do bom gosto.
6 comentários:
Não vi nenhum dos programas que refere,propositadamente.Só quero dizer que, cada vez mai,s admiro a coragem de Morais Sarmento que não perdeu tempo a agir.
Quero dizer outra coisa: encontramo-nos nesta situação de desespero,porque tivemos a infelicidade de,entre dois políticos comtemporâneos,termos perdido o melhor.E,o melhor era,sem dúvida, SÁ CARNEIRO.
Sim, mas o gajo também disse que ninguém do PS quis ser Ministro das Finanças, porque era preciso tomar medidas muito duras (não havia dinheiro para distribuir...) e teve que ir buscar o Ernâni Lopes... Clarinho!
Mais uma vez o PSD deixa-se enrolar pela imensa famíla soarista-socrática que domina há longos anos a Comunicação Social.
O que se passa na RTP é exemplar, pela manobra dos que, no Governo ou na Oposição, acabam sempre a mandar ou a preponderar na maioria dos órgãos da Comunicação Social. E tudo isto porque o PSD só se interessa pela Política Económica de inspiração neo-liberal, i.e., financeira, sobretudo, em detrimento da produtiva, esquecendo Indústria, Agricultura e Pescas, sectores essenciais para a auto-suficiência de qualquer país que queira permanecer soberano.
A RTP é assim e, pelos vistos, está bem assim e não poderia ser de outra maneira. Estamos bem uns para os outros, como por aqui se costuma dizer.
O gajo tem piada. É uma delicia ouvi-lo.
Já de sua Excelência o Senhor Presidente da República não se pode dizer o mesmo. A levesa de um e a rigidez do outro. Incomparáveis.
"Há um limite para tudo." Não, infelizmente não há.
"Nem que seja o elementar do bom senso e do bom gosto." Especialmente para a falta de senso e para o mau gosto.
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