9.3.12

Como era de esperar

Enquanto não se realiza uma romagem de saudade e de desagravo a Paris, os acólitos - e alguns opinadores que se publicam, ouvem e vêem, aparentemente esquecidos do que representou, para o sector onde trabalham ou peroram, o consulado em causa - andam por aí "indignados", sem a demonstração de um pingo de vergonha, num misto de evidência da histórica estupidez do indígena (para usar palavras de V. Pulido Valente no Público de hoje) e de manha como se coisas tipo a Parque Escolar nunca tivessem acontecido. Mas como escreveu um leitor, «já está em marcha a campanha seguinte: esmiuçar até à exaustão o facto de o Presidente ter dito o que aconteceu, omitindo o conteúdo das acusações, que é gravíssimo, a começar por um PM que brincou com o interesse nacional para benefício eleitoral próprio e do partido. Isto sim, deveria estar a passar nos telejornais. Até agora, não houve um único comentador a referir-se a isto, que é apenas a substância. Como de resto era de esperar.»

4 comentários:

Romão disse...

Eles bem falam, mas não dizem nada que se aproveite. Aquelas cabeças parecem um túnel de vento! Ouvi-los é um perfeito exercício de masoquismo.

mcorreia disse...

A saga continua. Num debate, esta noite, na SICN com 4 senhoras a conclusão que se tira, pelo menos até quando consegui ver, é que nós chegamos à situação de iminente bancarrota por obra e graça do espirito santo. O actual governo é que é o mau da fita e, em nome do consenso, que nem se atreva a olhar para trás, nem incomode o PS com as suas responsabilidades. O que interessa é olhar e seguir em frente.

mcorreia disse...

Ainda a respeito deste assunto:

- "Um país que respeita Sócrates não merece grande destino" - João Pereira Coutinho

Anónimo disse...

Não misture as coisas:

1) Sócrates era uma desgraça e foi corrido em eleições.
2) De um Presidente em exercicio espera-se mais elevação e sentido de Estado e que não ande com estas conversas paroquianas e mesquinhas.

Que saudades temos quando o João Gonçalves mantinha alguma lucidez e independência.