Na sicn observo António José Seguro a "admirar", em directo, as "convicções" do presidente da câmara de Leiria, Raúl Castro. A qual delas é que ele se referia? Às do tempo em que ele presidiu a outra câmara pelo CDS? Às actuais, de edil em Leiria pelo PS? O dr. Seguro - que estimo pessoalmente - passou o fim de semana a falar de saúde. Até o profeta Arnaut foi convocado na qualidade de "pai" do SNS. O que nunca se ouviu ao dr. Seguro foi uma palavra sobre o SNS gerido quase ininterruptamente, durante os últimos quinze anos, pelo PS. Não lhe ocorreu que o SNS não se "salva" com retórica ou com demagogia? Não se lembrou de pedir aos oficiantes presentes um "retrato" do SNS legado pela maioria deles e delas, paizinhos e mãezinhas da coisa? Não sou adepto do abandono do sector da saúde aos famosos "mecanismos de mercado" ou aos interesses rapaces das várias "indústrias" que nele se movem. E duvido que, num país com as nossas características, toda a gente consiga perceber perfeitamente o que é a "livre escolha" para poder "escolher". Sobretudo porque há muita gente que, pura e simplesmente, não tem como ou com que escolher. É por isso que, da banda do Estado, a coisa não pode ser tratada com a leviandade de uma cartilha partidária falsamente ideológica como o dr. Seguro pretendeu fazer durante os oito dias de "branqueamento" dos anos passados de uma dívida acumulada insustentável. O SNS e a sua "saúde" financeira existem para servir as pessoas e não para que alguns, dos partidos a interesses mais ou menos obscuros, se sirvam dele.
2 comentários:
Que o dr.Seguro tinha lugar e espectáculo assegurado na história política lusitana, já quase toda a gente sabia, até porque é boa pessoa. Até há pouco tempo dava a impressão que o PS seria para ele uma cama de pregos na qual seria deitado. Mas não: o dr.Seguro irá desfazer-se e dissolver-se a ele mesmo, num mar de infelizes e ocos "sound bites" que expele pelo país fora, a ritmo constante e programado, muitos deles de um populismo tão desesperado que chega a dar pena. É seguro.
O profeta Arnaut é sempre convocado na qualidade de pai do SNS, que aparentemente não tem mãe. E é sempre para dizer que qualquer coisinha em que se lhe mexa é o fim do SNS. Abóbora.
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