«Nuno Crato quer por alguma ordem na bagunça socialista. Ana Benavente que felizmente já não é governo mas ainda pode influenciar perniciosamente a educação como coordenadora do Observatório das Políticas de Educação e Formação (não perguntem, não sei o que é mas deve dar uma boa reforma) não quer e explica claramente porquê. Não pode haver exames, traumatiza as criancinhas que depois quando mais crescidas se vão emborrachar três dias para Espanha para curar a neura. O Jornal de Notícias faz um inquérito aos leitores perguntando se devem voltar estes exames. A percentagem do sim é de 75%. Nunca aprendem (nem deixam aprender) estes socialistas.»
11 comentários:
No BE e PCP já estão a bater nas turmas diferenciadas, com as habituais alegações. Curiosamente, é o que se faz nos melhores e mais caros colégios do país, o que só confirma uma coisa: o negócio do voto populista é mesmo nivelar por baixo. Nivelar, para reinar.
Talvez Nuno Crato, assim, entenda que não é com gente desta em cargos destes que vai a algum lado! Esta senhora foi o princípio do fim daquilo a que ainda se poderia chamar escola. E engana-se...foi no consulado socialista que qualquer progenitor com dois dedos de testa e uns cobres na carteira começou a considerara imprescindível dar refúgio aos seus pequenos em colégios. Aí, pelo menos, não são agredidos fisicamente por vândalos, nem moralmente por teorias ou práticas absurdas. A questão reside só em escolher bem o colégio, em especial a sua direcção. Depois, confia-se...
Isto de fazer exame é uma chatice pegada.
Para os socialistas, tudo o que dê muito trabalho é uma perfeita estupidez.
Coitadas das criancinhas, impor-lhes agora exames, onde já se viu !!!
A "secção de aflitos" do Partido Socialista teve sempre uma certa queda para o ridículo, mas, ao menos, poderiam evitar usar o hemiciclo da A.R. para fazer afirmações como a de um deputado que, hoje mesmo, disse alto, claro e em bom som que o relatório sobre a Parque Escolar da autoria do Tribunal de Contas não reporta nenhum resvalar de custos. E dizem-no com uma candura tal que não surpreenderia se de repente lhes aparecessem uma asinhas brancas. Deve ser para manter este género de deputado corajoso que o PS se prepara para reservar 1/3 das nomeações de deputados para as cúpulas e 2/3 para os restantes militantes. Provavelmente, estes últimos serão a banda para acompanhar aqueles pastores ao ritmo das palmas e aquecer cadeiras. Ou seja, vai ficar tudo exactamente na mesma, à excepção da festa, do folclore e da publicidade que será dada à medida.
"... num colégio ....não são agredidos por vândalos ...."
Será que conhece o que se passa num colégio?
especialmente se tem paralelismo pedagógico?
Julga que pode pura e simplesmente correr um um Vândalo e especialmente com o respectivo encarregado de educação?
E o que que os colégios com paralelismo pedagógico não cumprem, a pesar do estipulado neste tipo de contracto?
Quanto a bullying e agressões físicas encobertas e abafadas em toda a linha (também para não sujar a folha e a classificação (há sempre uns senãos de que ninguém se lembra)), teríamos muito a dizer sobre responsabilidade criminal, se houvesse justiça em Portugal. Acontece que não há e a fuga é o único caminho. Não vale a pena perder tempo com a "escola inclusiva", aliás explosiva.
A perfeição não existe. Contudo, sendo professora numa escola oficial, sempre dormi mais descansada tendo a descendência em colégios. São-me dadas referências, eu forneço as minhas (e sou aceite ou não, bem como aceito ou não o que vejo). Sei que os vândalos de que estou a falar e que pululam nas escolas oficiais, pura e simplesmente não entram em bons colégios. Classista? Paciência...cada um defende-se e defende os seus como pode! O resto, a impossibilidade da perfeição terá a ver com a
natural maldade humana.
Então "sendo professora do ensino oficial" deve saber:
- que uma escola oficial é praticamente impossível recusarem um aluno, seja ele qual for, especialmente se tiver idade para estar no Ensino Obrigatório;
- que, por exemplo, nos exames que contam para os famosos Rankings das escolas, nas oficiais entram os Alunos Auto-Propostos, coisa que nenhum particular de topo aceitaria, porque iriam "distorcer" os valores do do ranking;
- e o que propõe é uma simples selecção pelo poder de pagar uma propina num privado, o que como solução para os problemas do Ensino, deixa a firma Passos & Gaspar com "peles de galinha", se para isso tivessem de dar mais um subsidio aos pobres.
Eles que já fazem de tudo para reduzir os custos do Ensino Oficial e SNS ...
Portanto, estando do oficial, devia-se preocupar:
- com o que teem feito as sucessivas reformas para civilizar os vândalos;
- valorizar o trabalho manual e técnico;
- e, se os famosos colégios privados, com paralelismo pedagógico, cumprem com as obrigações inerentes a este estatuto, fazendo, por exemplo, reuniões com os Encarregados de Educação;
- ou pedir a obrigatoriedade dos Encarregados de Educação comparecerem a estas Reuniões, quanto mais não seja para conhecerem os prof's, os problemas da Turma, e outros assuntos que deve poder listar melhor que eu..
"Firma Passos e Gaspar"? Este tipo de discurso denuncia toda uma ideologia... Sucede que, após décadas a tentar defender a escola em que acredito, só a encontro entre particulares. Claro que conheço de cor todos os vícios da escola pública. Tenho actualmente alguma esperança em vê-los corrigidos, mas o processo é lento e inseguro.
E mais não escreverei, porque detesto anónimos claramente marcados por ideologias que rejeito. Poder económico? Bem, há quem prefira gastar dinheiro em carros de alta cilindrada e deixe os filhos entregues ao acaso. Eu não! Passe bem.
Espero que também esteja a passar muitíssimo bem.
Mas sucede que eu também estou muitíssimo farto de personagens muitíssimo bem identificadas, que sacam frases do tipo "Claro que conheço de cor todos os vícios da escola pública" e não indicam um único problema de facto.
Quanto à sua opção no gasto do dinheiro, estou 100% de acordo consigo.
Mas pergunto, o que tem essa opção, para lá de mostrar o seu poder económico e opções pessoais, a ver com um plano de escolaridade, e aquisição de conhecimentos para todo um País, por acaso o nosso?
Talvez o nome de uma criança morta: Leandro, lhe diga alguma coisa. Para mim, esse pequeno mártir, que preferiu a morte nas águas de um rio ao suplício a que era sujeito na escola que frequentava diariamente, é um símbolo da escola pública que temos. Ninguém teve a culpa, ninguém foi castigado, já ninguém fala nisso, a não ser certamente a família, tão indefesa como ele...Sei que os colégios não estão isentos da crueldade humana e sei que as crianças e jovens podem ser requintadamente cruéis. Mas também sei que nos colégios não são admitidos cadastrados, chefes de gangues juvenis, portadores de pulseiras electrónicas, enfim...
Que reclamo eu? A simples normalidade do castigo proporcional à infracção, duro e atempado em casos de bullying, por exemplo. A restituição da autoridade aos professores de modo a poderem defender os mais fracos de entre os seus alunos. Sem isto, nada feito! Mas não será a escola que temos apenas a réplica microcósmica da sociedade em que vivemos e em cuja justiça tão poucos acreditamos?
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