11.3.12

Portugal de um grande


 


Já o disse aqui várias vezes. Quando conheci Medeiros Ferreira eu tinha 18 anos. Ele tinha saído do PS e fundado o movimento reformador a que aderi. Nunca estivemos juntos no PRD ou no PS ao qual Medeiros regressaria mais tarde. E não partilho, evidentemente, as suas opiniões sobre o actual governo num momento em que parece estar em curso, por comando à distância e por uma série de cumplicidades internas, uma espécie de "revisionismo" tosco de uma "situação" que ainda existia há apenas um ano. Devemos-lhe, a ele e a um punhado de homens do centro-esquerda, a rápida recalibragem do regime através do acordo dos Reformadores com o PSD, negociado directamente entre Medeiros e Sá Carneiro, em 1979, no âmbito da Aliança Democrática. Hoje coincidimos na preservação da figura institucional do Presidente da República. Podia ter sido, em 2005, membro do conselho de Estado se o então primeiro-ministro, e secretário-geral do PS, tivesse mantido a palavra que então lhe dirigiu nesse sentido. Mas Medeiros Ferreira é de outras alturas - um homem livre, portanto - e soube sempre o que valia a palavra em causa. Um grande.

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