Estreou ontem no São Carlos a breve saison dedicada ao chamado Verdi "popular". Começou com Il Trovatore, segue-se La Traviata e, em Maio, Rigoletto. Orquestra e coro em excelente forma, uma muito razoável "Leonora", uns pouco entusiasmantes "Conde de Luna" e "Manrico" e uma "Azucena" aos altos e baixos acabaram por produzir um resultado respeitável. A encenação de um libreto inverosímil, com uma música genial, exigiria outro pathos relativamente ao qual esta não está à altura. Assistiu o ministro da educação a quem porventura teria agradado mais um Macbeth ou um Otello.
6 comentários:
Julgo que o Macbeh ou o Otello teria sido mais adequados para o Professor Marcelo, que também lá estava e em muito melhor posição de visualização do que a nossa...
Eis uma crítica musical densa e profunda. E quem é o Iago de Crato? Ou antes, é Crato o Iago do Relvas? Vai Crato asfixiar o "governo"? Vai Relvas? Crato é Lady Macbeth? Cada vez gosto mais da erudição do caro J. Gonçalves, sobretudo quando escreve sobre música, sobre a música que vale a pena!
Apenas para endereçar, daqui, um bem haja ao caríssimo Vidal!!
Se permitido aqui pelo caro J. Gonçalves, fico desde já agradecido.
Um grande abraço ao caríssimo Justiniano. O João Gonçalves permite esta conversa, acho, é um democrata.
É um vero democrata, caríssimo Vidal, mas, por vezes, com manias!! Há dias, diga-se!!
Para quando o regresso à escrita blogueira (bloga ou lá o que isto é.) meu caro Vidal!!?
Um forte bem haja,
E forse sarebbe accaduto davvero, se una bambina vecchissima, la sindacalista della classe, non avesse bloccato le porte dell’opera all’ultimo momento. Il bimbo fu sconfitto, ma rimase seduto al suo posto, tranquillo. Beh, più o meno: usciva di continuo in corridoio a prendersi gli applausi delle altre sezioni. Ma poi tornava sempre nella sua. Maledetti, mi amerete. Beh, i Wagneriani.
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